- The Wall Street Journal informou que Raúl Rodríguez Castro, neto e principal assessor do ex‑ditador cubano Raúl Castro, tentou entregar uma carta a Donald Trump para abrir negociações.
- A comunicação, informal aos padrões diplomáticos, tinha formato de nota diplomática com selo oficial cubano e sugeria acordos econômicos, investimentos e alívio de sanções, apontando uma possível incursão dos EUA.
- O mensageiro seria Roberto Carlos Chamizo González, empresário cubano ligado ao turismo de alto padrão, que foi detido no aeroporto de Miami e teve a carta apreendida, sendo enviado de volta a Havana.
- A Casa Branca não confirmou o recebimento da carta e não ficou claro por que o mensageiro foi retido.
- O contexto envolve tensões com Cuba após Trump anunciar tarifas sobre petróleo para Cuba e planejar possível ação militar, com o Pentágono supostamente intensificando preparativos para uma eventual operação.
O The Wall Street Journal informou nesta quinta-feira que Raúl Rodríguez Castro, neto e principal assessor do ex-ditador cubano Raúl Castro, tentou entregar uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A tentativa ocorreu em meio a ameaças de uma operação militar estadunidense contra Cuba.
Segundo o WSJ, a comunicação não seguiu canais diplomáticos formais, mas assumiu o formato de uma nota diplomática e trazia um selo oficial cubano. As fontes citadas incluem um funcionário atual e um ex-funcionário do governo dos EUA.
A pessoa que deveria levar a mensagem, Roberto Carlos Chamizo González, empresário cubano atuante no aluguel de carros de luxo e turismo de alto padrão, foi recebida de volta a Havana após um agente da Alfândega e Proteção de Fronteiras identificar e apreender a carta no aeroporto de Miami. Não há confirmação oficial da Casa Branca sobre o recebimento da carta, nem esclarecimentos sobre o motivo da retenção.
Contexto político e desdobramentos
No fim de janeiro, Trump anunciou tarifas sobre petróleo importado por Cuba, justificando que o país convida adversários dos EUA a instalar bases militares e de inteligência no seu território, o que aumentaria a tensão na ilha. Países que exportavam para Cuba, como o México, interromperam os envios em resposta à medida.
Essa crise energética piorou com o veto às remessas de petróleo venezuelano desde a captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, embora, em março, tenham sido liberadas entregas pontuais de petróleo russo. Enquanto isso, Trump voltou a afirmar que Cuba seria “a próxima” operação militar após ações na Venezuela e no Irã.
Nesta semana, o Pentágono foi citado por veículos como o USA Today dizendo que o planejamento de uma possível operação em Cuba está avançando, em meio a discussões sobre estratégias e contingências de força.
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