- A trégua entre Israel e Líbano dura dez dias e pode ser estendida por acordo mútuo se houver progresso nas negociações.
- Israel preserva o direito de agir em autodefesa; o Líbano deve adotar medidas para impedir ataques de Hezbollah e outros grupos armados não estatais contra alvos israelenses.
- As forças de segurança do Líbano mantêm a responsabilidade exclusiva pela segurança do país; os raios de diálogo devem continuar com apoio dos Estados Unidos para resolver questões remanescentes.
- Líderes de Israel e do Líbano elogiaram a trégua. O primeiro ministro israelense disse que é uma oportunidade de acordo histórico; o premiê libanês afirmou que espera retorno dos deslocados. Hezbollah sinalizou participação, desde que haja um cessar-fogo abrangente e sem liberdade de movimentação para as forças israelenses.
- O acordo envolve apoio internacional: a Comissão Europeia e o secretário-geral das Nações Unidas salientaram a importância de respeitar a soberania do Líbano, enquanto o papel dos EUA como facilitador foi destacado. A ocupação israelense no sul do Líbano continua sob controvérsia.
O cessar-fogo entre Israel e Líbano foi anunciado como um acordo de 10 dias, com possibilidade de extensão mediante entendimento entre as partes. O objetivo é permitir negociações de boa-fé para um acordo de segurança permanente, segundo a leitura dos envolvidos.
O acordo prevê que Israel mantenha o direito de agir em autodefesa contra ataques planejados, imminentes ou em curso. O Líbano deve impedir que Hezbollah e outras forças não estatais ataquem alvos israelenses. As forças de segurança libanesas ficam como responsáveis pela proteção do país.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o cessar-fogo foi apresentado como gesto de boa-fé de Israel para facilitar negociações diretas. Os EUA continuam facilitando conversas com o objetivo de resolver questões remanescentes entre as partes.
Reação dos lados
Israel e o Líbano saudaram o acordo. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, o descreveu como uma oportunidade para um acordo de paz histórico. O premiê libanês Nawaf Salam espera que civis deslocados possam retornar a suas casas.
O Hezbollah sinalizou disposição de participar do cessar-fogo, desde que haja uma cessação ampla de ataques no Líbano e restrições a movimentos de forças israelenses. O grupo é aliado do Irã, mas não faz parte das forças de segurança do Líbano.
O Irã elogiou o cessar-fogo e manifestou solidariedade ao Líbano. O governo iraniano já havia defendido que seu próprio cessar-fogo com os EUA incluísse o Líbano, posição contrária a de Washington e de Israel.
UN e UE destacaram o papel dos EUA na facilitação do acordo. Guterres pediu respeito ao direito internacional e à soberania libanesa, enquanto a União Europeia reforçou o apelo por respeito à soberania do Líbano.
Desdobramentos no terreno
Apesar do cessar-fogo, Netanyahu afirmou que tropas israelenses permaneceriam a 10 km no sul do Líbano. As forças de saúde libanesas registram mais de 1,2 milhão de deslocados no país, com maioria no sul.
Israel reentrou no sul após ataques do Hezbollah em março, descrevendo a área como uma zona de segurança. O ministro da Defesa de Israel mencionou planos de expansão do área ocupada até o rio Litani, provocando críticas internacionais.
Estimativas de verificações independentes indicam destruição de milhares de edificações no sul do Líbano desde o início da escalada, agravando a crise humanitária. O Líbano criticou as declarações israelenses sobre ocupação.
Negociação e contexto regional
As negociações ocorreram em Washington, com encontros diretos entre israelenses e libaneses na tentativa de reduzir a violência. A imprensa local reportou que algumas decisões, como o posicionamento de tropas, geraram controvérsia interna em Israel.
A relação com conflitos envolvendo o Irã persiste no contexto regional, com ataques e reprisal de ambos os lados. O cessar-fogo em si foi apresentado como um passo para reduzir a violência e abrir espaço para negociações mais duradouras.
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