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O que se sabe sobre o cessar-fogo entre Líbano e Israel

Trégua de dez dias entre Israel e Líbano entra em vigor; Hezbollah apoia o acordo, enquanto EUA e Irã seguem negociações diretas

Tiros são disparados para o céu nos subúrbios do sul de Beirute nas primeiras horas de 17 de abril de 2026, enquanto os moradores comemoram o início de um cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor à meia-noite.
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  • Uma trégua de 10 dias entre Israel e Líbano entrou em vigor às 18h de 16 de abril de 2026, com o Hezbollah manifestando apoio ao acordo.
  • O acordo permite prorrogação por mútuo acordo caso haja progresso nas negociações; Israel mantém direito de autodefesa enquanto o Líbano deve conter ataques de grupos armados não estatais.
  • As autoridades destacam que as Forças de Segurança do Líbano são responsáveis pela segurança interna e que os EUA devem facilitar novas conversas diretas entre as partes.
  • Reações: Netanyahu chamou o acordo de oportunidade para um possível pacto de paz; Nawaf Salam disse desejar que deslocados voltem para casa; o Hezbollah condicionou o cessar-fogo a suspensão total de ataques e controle de movimentos.
  • Netanyahu afirmou que Israel manterá uma zona de segurança de 10 quilômetros no sul do Líbano; o acordo ocorreu após negociações em Washington, com apoio internacional de organizações como ONU e União Europeia.

O cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano entrou em vigor às 18h (horário de Brasília) de 16 de abril de 2026, após acordo anunciado pelo presidente dos EUA. O acordo não incluiu o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, em sua redação oficial.

O entendimento foi alcançado em Washington, após conversas diretas entre Israel e Líbano. O anúncio foi feito pelo presidente Donald Trump, com participação de autoridades israelenses e libanesas, em meio a tensões desde o início de março.

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o cessar-fogo permite autodefesa para Israel contra ataques planejados ou em curso, e exige que o Líbano impeça ações de grupos armados não estatais contra Israel. As partes pedem continuidade de negociações.

Os termos preveem que o Líbano adote medidas para impedir ataques do Hezbollah e de outros grupos insurgentes, com a segurança do Líbano sob responsabilidade exclusiva de suas forças de defesa. As negociações diretas devem seguir para resolver questões pendentes.

Líderes israelense e libanês saudaram a trégua como oportunidade de evitar mais hostilidades. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou o acordo de passo para um potencial acordo de paz. Nawaf Salam, do Líbano, espera retorno de deslocados.

O Hezbollah sinalizou disposição para cumprir o cessar-fogo, desde que haja suspensão total de ataques em todo o Líbano e livre circulação de forças israelenses seja impedida. O grupo não integra o aparato de segurança oficial libanês.

O governo iraniano elogiou o cessar-fogo, destacando solidariedade ao Líbano. O Irã pediu que seu acordo de duas semanas com os EUA também inclua o Líbano, mas Washington e Tel Aviv não veem o Hezbollah como parte do acordo.

A ONU pediu cumprimento integral do direito internacional e destacou a importância de manter a pressão por estabilidade regional. A União Europeia reconheceu o alívio provocado pela trégua e reforçou o respeito à soberania libanesa.

Sobre a zona de segurança, Netanyahu informou que Israel manterá uma faixa de 10 km no sul do Líbano. O objetivo é bloquear eventual invasão e preservar as comunidades no norte de Israel, apesar do cessar-fogo.

As negociações recentes foram marcadas por ataques aéreos e combates no sul do Líbano, bem como ataques de retaliação do Hezbollah contra Israel. A violência matou milhares de pessoas desde o início de março.

Segundo dados de fontes libanesas, mais de 2 mil pessoas morreram e cerca de 7 mil ficaram feridas no conflito desde março, com centenas de profissionais de saúde entre as vítimas. Infraestruturas médicas teriam sofrido danos significativos.

Esforços para evitar escalada incluem apelos do secretário-geral da ONU e de representantes da UE, que destacaram a necessidade de diálogo e cumprimento de compromissos internacionais. A comunidade internacional continua acompanhando o desenrolar da trégua.

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