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ONU registra mais de 38 mil mortes de mulheres e meninas na guerra em Gaza

ONU Mulheres aponta mais de 38 mil mortes de mulheres e meninas em Gaza desde outubro de 2023; média diária de 47 e mortes continuam após o cessar-fogo

Palestinos que perderam parentes em um ataque israelense durante o funeral na Cidade de Gaza, Palestina, em 15 de abril de 2026
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  • Mais de 38 mil mulheres e meninas foram mortas em Gaza entre outubro de 2023 e dezembro de 2025, conforme números da ONU Mulheres, representando uma média de pelo menos 47 mortes diárias.
  • A agência alerta que as mortes continuam mesmo seis meses após o cessar-fogo anunciado em outubro.
  • Mulheres e meninas responderam por uma proporção de mortes muito maior do que em conflitos anteriores na região.
  • Cerca de um milhão de mulheres e meninas estão deslocadas em Gaza, com infraestrutura danificada dificultando acesso a necessidades básicas, como saúde.
  • A UNICEF aponta mortes e ferimentos de crianças em ritmo alarmante, com pelo menos 214 mortes de crianças nos últimos seis meses; a OMS indica que mais de 500 mil mulheres não têm acesso a serviços essenciais.

Mais de 38 mil mulheres e meninas foram mortas na guerra em Gaza entre outubro de 2023 e dezembro de 2025, segundo dados da ONU Mulheres divulgados nesta sexta-feira. O total equivale a uma média de 47 mortes diárias na região.

A organização aponta que as fatalidades continuam mesmo seis meses após o início do cessar-fogo. Segundo a chefe de ação humanitária, Sofia Calltorp, as mulheres foram afetadas de forma desproporcional e tinham vidas e sonhos como qualquer pessoa.

Ainda conforme o relatório, não há dados agregados por gênero para confirmar exatamente quantas mortes ocorreram após o cessar-fogo. A ONU Mulheres ressalta a persistência da violência e da vulnerabilidade de mulheres e meninas.

Impacto na população feminina e no acesso a serviços

O cessar-fogo interrompeu a escalada de confrontos, mas deixou Gaza sob controle de uma zona despovoada, com a parte restante da faixa costeira sob o Hamas. Médicos locais indicam que mais de 750 palestinos foram mortos desde então, enquanto militantes mataram quatro soldados israelenses.

A UNICEF informa que crianças continuam a morrer e a ser feridas em ritmo alarmante. Nos últimos seis meses, pelo menos 214 mortes de crianças foram registradas. Cerca de 1 milhão de mulheres e meninas estão deslocadas em Gaza, segundo a ONU Mulheres.

Dados da OMS apontam que mais de 500 mil mulheres não têm acesso a serviços básicos de saúde, incluindo atendimento pré-natal, pós-natal e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis. Os relatos destacam ainda danos generalizados à infraestrutura que dificultam atendimentos essenciais.

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