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Papa pede que Camarões rejeitem violência em missa com 120 mil fiéis

Papa Leão XIV pede que Camarões rejeitem a violência durante missa para 120 mil fiéis no Estádio Japoma, em Douala

O papa Leão 14, cardeal Robert Prevost, na sacada da Basílica de São Pedro, no Vaticano
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  • Grandes multidões se reuniram diante do Estádio Japoma, em Douala, Camarões, para a missa com o Papa Leão XIV; o Vaticano estimou 120.000 presentes.
  • O evento foi destacado como o maior da turnê do pontífice por quatro países africanos.
  • Leão XIV pediu aos fiéis que rejeitem a violência como caminho para o progresso, destacando pobreza material e espiritual no país.
  • O discurso, em parte em francês e com trechos em inglês, utilizou a imagem do milagre dos pães e peixes para enfatizar que há pão para todos quando distribuído de forma justa.
  • A visita ocorre em contexto de tensões políticas e de violência no país, com o presidente Paul Biya no poder há décadas e protestos ocorridos nos últimos anos.

O Papa Leão 14 participou de uma missa no Estádio Japoma, em Douala, Camarões, diante de cerca de 120 mil fiéis. O evento, anunciado como o maior da turnê do pontífice pela África, ocorreu nesta sexta-feira, após chegada do papa de Yaoundé.

Segundo o Vaticano, autoridades locais confirmaram a marca de presença expressiva. Muitos fiéis viajaram de outros vilarejos, com alguns dormindo no entorno do estádio para acompanhar a cerimônia.

A celebração teve forte aparato de segurança, com pérmãos para vigília. A chuva da noite anterior não impediu a participação dos fiéis, que lotaram as arquibancadas e áreas externas do Japoma.

Rejeição da violência

Ao falar aos presentes, Leão 14 ressaltou que muitos camaronenses vivem pobreza material e espiritual e pediu que rejeitem a violência como forma de progresso. O discurso foi em francês, com trechos em inglês.

O pontífice afirmou que não se deve ceder à desconfiança nem ao desânimo, enfatizando que abusos e violência enganam com promessas fáceis, mas endurecem o coração. O apelo foi feito de forma direta.

Em meio a críticas a violações do direito internacional, o papa mencionou “caprichos dos ricos e poderosos” como ameaça à paz. A fala se inseriu na metade da viagem africana, que já abordou temas de justiça econômica.

Contexto local

Camarões, produtor de petróleo e cacau, enfrenta desafios de segurança desde 2017, com milhares de mortos em conflitos. O país é liderado por Paul Biya, de 93 anos, cuja reeleição provocou protestos no último ano.

Durante a visita, o bispo Leopold Bayemi Matjei descreveu a passagem de Leão 14 como um momento de alegria, esperando bênçãos para o país. A cidade de Douala recebeu o papa com entusiasmo popular nas ruas.

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