- Três petroleiros iranianos furaram o bloqueio naval dos Estados Unidos, levando cinco milhões de barris de óleo para fora do golfo Pérsico pela região de Hormuz.
- Os navios itemizados teriam partindo com sistemas de posicionamento desligados, dificultando a localização.
- O embargo foi iniciado na segunda-feira, 13 de abril, e, até a quinta-feira, EUA informou que nenhum navio sob restrições havia passado pelo golfo de Omã.
- A tendência de deslocamento aponta para a possibilidade de os navios se dirigirem à China, maior fornecedora de petróleo do Irã em 2025.
- A situação ocorre em meio a tensões entre EUA, Irã e aliados, com França e Reino Unido acompanhando possíveis medidas.
Três petroleiros iranianos teriam furado o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, levando 5 milhões de barris de óleo para fora do Golfo Pérsico. A informação foi apurada pela consultoria Kpler e confirmada pela agência France Presse. O episódio ocorreu na quarta-feira (15).
Segundo a Kpler, os navios Deep Sea, Sonia 1 e Diona deixaram a área sob embargo dos EUA. Eles teriam operado com o sistema de posicionamento desligado, dificultando a localização por satélite. A rota levou parte da carga para além da área controlada pelas parte vinculadas aos EUA.
Pela ordem de embargo, qualquer embarcação com carga iraniana não poderia deixar o Golfo. Parte da frota iraniana permanece bloqueada, enquanto outros navios conseguiram transitar na quinta-feira com autorização das autoridades americana, segundo dados da Kpler.
Dossiê sobre os navios e desdobramentos
Ainda não há confirmação oficial sobre o destino final dos três navios iranianos. A hipótese mais provável é a China, principal cliente do Irã em 2025, conforme dados de importação do petróleo. O acionamento do bloqueio intensificou a busca de rotas alternativas pelo Irã.
Analistas indicam que a medida elevou preços do petróleo, que flutuaram ao redor de US$ 100 o barril. A tensão envolve a negociação de paz entre EUA e Irã, com a possibilidade de uma nova rodada de conversas no Paquistão. A situação também despertou discussões entre França e Reino Unido sobre medidas a adotar.
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