- Min Aung Hlaing anulou todas as penas de morte no Mianmar e as substituiu por prisão perpétua.
- Hlaing assumiu a presidência em abril de 2026, após liderar o golpe de 2021 contra Aung San Suu Kyi.
- A junta militar, que retomou execuções para eliminar dissidentes, realizou eleições no ano passado, com Hlaing eleito presidente.
- A medida é vista como uma tentativa de melhorar a imagem do regime.
- Analistas dizem que as mudanças são superficiais para reformular a percepção internacional sobre o país.
Min Aung Hlaing, líder do golpe de Estado de 2021, anulou as penas de morte no Mianmar, convertendo-as em prisão perpétua. A medida foi anunciada após ele tomar posse como presidente eleito no início de abril de 2026.
A mudança ocorre em meio a um histórico de repressões da junta militar, que havia retomado execuções para eliminar dissidentes. Hlaing chegou à presidência após as eleições realizadas no ano passado.
Segundo a imprensa internacional, a transição é vista por analistas como uma tentativa de melhorar a imagem do regime, embora muitos achem as mudanças principalmente superficiais diante do controle militar.
Contexto do governo
A junta retomou o poder após o golpe de 2021 contra o governo de Aung San Suu Kyi. No final do ano passado, ocorreram eleições, com Hlaing recebendo 429 dos 584 votos do parlamento. A posse ocorreu no começo de 2026.
Analistas destacam que, apesar das reformas anunciadas, não houve mudança substancial no aparato repressivo nem no equilíbrio de poderes dentro do regime. A atuação permanece sob supervisão das Forças Armadas.
A imprensa internacional acompanha a implementação da nova política penal e a resposta da comunidade internacional, que mantém cautela sobre a evolução institucional no país. AFP esteve entre as fontes que reportaram o caso.
Entre na conversa da comunidade