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Pressão pela saída do chefe eleitoral do Peru cresce com apuração lenta

A pressão pela saída do chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais aumenta diante da apuração lenta, atrasos logísticos e incerteza sobre o segundo turno

Fila de eleitores para votar nas eleições presidenciais no Peru, no último domingo (12) — Foto: Sebastián Castañeda/Bloomberg
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  • Com 93,3% das cédulas apuradas, Fujimori lidera com 17%, garantindo vaga no segundo turno; Roberto Sánchez tem 12,0% e Rafael López Aliaga 11,9%.
  • About 5% das cédulas aguardam revisão por erros ou falta de informações, e serão reavaliadas por um júri eleitoral especial antes da contagem final.
  • A pressão para a saída de Piero Corvetto, chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais, aumenta, com pedidos de demissão de empresários e parlamentares.
  • O Júri Nacional de Eleições abriu uma queixa criminal contra Corvetto por supostos delitos, enquanto a defesa não comentou.
  • Observadores da União Europeia dizem que não houve evidência de fraude; o resultado final pode levar até duas semanas.

Com 93,3% das cédulas apuradas, a disputa pelo segundo turno segue acirrada no Peru. Fujimori lidera com 17%, enquanto Sanchez fica em segundo com 12,0% e Lopez Aliaga tem 11,9%. A definição do adversário de Fujimori ainda não foi anunciada.

A pressão por mudanças na chefia do órgão eleitoral aumentou nesta sexta-feira devido a atrasos, erros e contagem lenta, que alimentam incertezas entre investidores.

Atrasos na votação de 12 de abril foram reconhecidos pelo chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais, Piero Corvetto, que admitiu falhas logísticas principalmente em Lima. O atraso motivou críticas de adversários.

Contagem e irregularidades

Cerca de 5% das cédulas foram separadas para revisão por falta de informações ou erros nos registros das seções. Esses votos passarão por um júri eleitoral especial antes de entrarem na contagem final.

Líderes empresariais e parlamentares pressionam pela renúncia de Corvetto, defendendo que um substituto supervise o segundo turno. Representantes de Corvetto não comentaram.

Desdobramentos legais e observação internacional

O Júri Nacional de Eleições abriu uma queixa criminal contra Corvetto, citando possíveis irregularidades, incluindo violação de direitos de voto. Uma investigação policial também apura materiais de quatro seções encontrados em via pública em Lima; o escritório eleitoral informou que os votos dessas seções já tinham sido registrados.

Observadores da União Europeia disseram não haver indícios de fraude na eleição. As apurações seguem em andamento, com a divulgação de resultados finais estimada em até duas semanas.

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