- A professora Célia Maria Cassiano publicou um vídeo afirmando que viajou a Zurique, na Suíça, para realizar o procedimento de morte assistida.
- Ela sofria de uma doença degenerativa que afeta o segundo neurônio motor, conhecida como Paralisia Progressiva, há cerca de um ano e meio.
- Uma sobrinha informou pelas redes sociais que o procedimento já havia sido realizado.
- No vídeo, Célia explicou que a doença destruía a mobilidade física e pediu que mais pessoas lutem pelo direito à morte assistida no Brasil.
- Ela descreveu que escolheu morrer sem dor, em meio a duas enfermeiras, após buscar apoio para esse caminho ao longo de seis meses na Suíça.
Célia Maria Cassiano, professora brasileira, viajou a Zurique, na Suíça, para realizar suicídio assistido. Ela comunicou a decisão em vídeo publicado nesta quarta-feira. A doença degenerativa que afeta o segundo neurônio motor empurrava a paciente a buscar a morte digna.
Cassiano convivia com Paralisia Progressiva há cerca de um ano e meio. Segundo relatos, a enfermidade provocava perda de voz e de movimentos, sem afetar a capacidade intelectual. Embora tenha recebido apoio de familiares, a professora optou pela via legal de dois países para morrer.
Uma sobrinha informou, por meio das redes sociais, que o procedimento já foi realizado, sem detalhar datas. Em sua mensagem, Cassiano afirmou ter vivido dias intensos e saudáveis na Suíça, descrevendo a viagem como os melhores dias de sua vida.
No vídeo, a professora incentivou o debate sobre o direito à morte assistida no Brasil, destacando que nem todos teriam a oportunidade de buscar esse caminho fora do país. Ela reforçou a escolha individual, sem impor obrigação a terceiros.
Cassiano era graduada em Ciências Sociais e mestre em Multimeios pela Unicamp. Atuou como docente no SESC Campinas e na ESAMC Campinas, contribuindo para o ensino e a disseminação de pesquisas sobre doenças do neurônio motor.
Durante a viagem, Cassiano registrou passeios culturais na Suíça, reforçando seu apreço por arte e cultura. Em várias imagens, mostrou-se sorridente e agradecida pela hospitalidade recebida, apesar da decisão tomada.
A professora deixou mensagem de incentivo à mobilização pela legalização da morte assistida no Brasil, ressaltando que a lei precisa contemplar quem desejar encerrar a vida com dignidade. O vídeo encerra com a frase Vou em paz, fiquem em paz.
No Brasil, leis atuais proíbem tanto a eutanásia quanto a morte assistida. O país pune induzir ou auxiliar suicídio, e não tipifica a prática da eutanásia de forma específica, conforme o Código Penal.
Fonte: CNN Brasil
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