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Retirada israelense do Líbano permanece incerta durante cessar-fogo

Cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel aumenta expectativa, mas violações e destruição no sul mantêm deslocados com retorno ainda incerto

Menina segura foto do líder assassinado do Hezbollah, Hassan Nasrallah, enquanto volta para casa nos subúrbios de Beirute
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  • O Exército libanês informou violações do cessar-fogo por parte de Israel na sexta-feira (17), com bombardeios intermitentes no sul do Líbano e pediu aos civis que adiem o retorno às vilas e cidades da região.
  • Deslocados começaram a retornar a áreas devastadas, mas muitos encontraram casas destruídas ou inabitáveis e temem que o cessar-fogo entre Hezbollah e Israel possa ruir.
  • O ministro da Defesa de Israel disse que o Hezbollah deverá ser desarmado ao sul do rio Litani, seja por vias políticas ou por ação militar após o término do cessar-fogo; o presidente libanês garantiu tranquilidade aos que retornam e que não haverá grupos armados.
  • O presidente dos Estados Unidos anunciou um cessar-fogo de dez dias entre Líbano e Israel, elevando o otimismo de que o conflito possa ter fim próximo, embora grandes questões permaneçam, como a retirada de tropas do sul por Israel.
  • O Hezbollah lançou centenas de foguetes e drones contra Israel; o governo libanês criticou o grupo por abrir fogo e mantém a defesa de que o acordo precisa durar, com o objetivo de manter a trégua e evitar novos ataques.

O Exército libanês informou violações do cessar-fogo por parte de Israel na sexta-feira (17), com bombardeios intermitentes a várias aldeias do sul do Líbano. O governo pediu aos deslocados que adiem o retorno a vilas da região.

Mesmo com o relato de violações, parte da população deslocada começou a retornar a cidades e bairros devastados. Casas destruídas dificultam o retorno, gerando hesitação entre quem busca reerguer a vida após a guerra.

Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, disse que o Hezbollah deverá ser desarmado ao sul do Rio Litani, seja por vias políticas ou militares após o fim do cessar-fogo. O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que o Exército garantirá a segurança de moradores que retornam e evitará a atuação de grupos armados.

Beirute afirma que não permitirá retorno de grupos armados. O presidente libanês enfatizou a continuidade do cessar-fogo, a retirada de tropas de áreas do sul e a devolução de detidos. O objetivo, segundo ele, é manter a paz na região.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo de cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel, elevando o otimismo de que o conflito entre EUA e Irã possa reduzir. O acordo não detalha condições para um acordo de longo prazo.

A trégua mantém questões em aberto, especialmente a retirada de tropas de áreas ocupadas ao sul de Israel. O Hezbollah afirma manter o direito de resistência e não sinalizou se respeitará o cessar-fogo, segundo análises de especialistas.

Poucos sinais de retorno rápido chegam aos subúrbios do sul de Beirute, área sob influência do Hezbollah. A região foi fortemente bombardeada por Israel ao longo de mais de seis semanas de combate.

Os conflitos deixaram mais de 2.100 mortos no Líbano e cerca de 1,2 milhão de deslocados, segundo autoridades libanesas. Israel ordenou evacuações em grandes áreas do sul e nos subúrbios de Beirute durante o conflito.

A guerra teve como foco criar uma “zona-tampão” para proteger cidades do norte de Israel contra ataques do Hezbollah. Netanyahu rejeitou a exigência de retirada das forças do sul, mantendo a posição de desmantelar o grupo.

O Hezbollah lançou centenas de foguetes e drones contra Israel. Dois civis e 13 soldados israelenses morreram desde março, segundo dados de Israel. O grupo não confirmou publicamente apoio total ao cessar-fogo.

O governo libanês, que busca o desarmamento pacífico do Hezbollah, criticou a decisão do grupo de abrir fogo. Pesquisadores avaliam que a atividade militar no sul pode continuar mesmo com o acordo vigente.

O cessar-fogo exige que Beirute tome medidas para impedir ataques do Hezbollah e reconhece o direito de Israel de agir em autodefesa. O acordo prevê avanços diplomáticos entre as partes, apesar das reservas existentes.

As negociações envolvendo a Casa Branca devem incluir encontros entre Netanyahu, Aoun e o governo dos EUA, com objetivo de avançar para um acordo estável entre os dois países.

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