- Trump afirmou estar muito perto de um acordo para acabar com a guerra no Irã e mencionou a possibilidade de ir a Islamabad para a assinatura.
- O cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã pode ser extendido, mas Trump disse acreditar que não é necessário, pois Teerã quer um acordo.
- O governo americano trabalha para uma segunda rodada de negociações no Paquistão, com otimismo sobre as perspectivas de acordo, segundo a Casa Branca.
- Fontes iranianas à Reuters dizem que lacunas ainda não foram resolvidas, principalmente sobre o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz.
- Trump ordenou bloqueio naval para pressionar Teerã, com frota posicionada no Golfo de Omã; críticas foram feitas à ideia de suspender o enriquecimento de urânio por 20 anos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (16) que está muito perto de firmar um acordo para encerrar a guerra com o Irã. Ele disse a jornalistas que, se o acordo for alcançado, pode viajar a Islamabad, no Paquistão, para a assinatura.
Trump indicou que o cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã, com término na próxima semana, pode ser estendido, embora não ache necessário, porque Teerã busca um acordo. O líder americano pediu que o mundo observe os desdobramentos da próxima semana.
O republicano garantiu a vitória em breve e projetou novos desdobramentos no conflito, já com mais de seis semanas de duração. Também informou que pretende receber o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun, na Casa Branca para conversas sobre um cessar-fogo de dez dias.
Impasse no acordo EUA-Irã
Fontes próximas ao governo iraniano sinalizaram à Reuters que ainda existem lacunas importantes para um acordo. A Casa Branca informou que discute uma segunda rodada de negociações de paz com o Irã no Paquistão e mostrou otimismo com as perspectivas de um acordo.
A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que as negociações estão em andamento e que novas reuniões devem ocorrer em Islamabad, com possibilidades de ocorrerem nos próximos dias. O objetivo é fechar pontos ainda em aberto entre as partes.
Entre as divergências, destacam-se questões sobre o programa nuclear do Irã e o controle da passagem pelo Estreito de Ormuz, rota que responde por cerca de 20% do petróleo mundial e que permanece sob controvérsia desde o início do conflito.
Operação militar e perspectivas
Enquanto as tratativas avançam, Trump ordenou ações defensivas na região, com a Marinha dos EUA impondo restrições de passagem para navios iranianos e embarcações de outras nacionalidades que atuem em portos iranianos. A flotilha de guerra no Golfo de Omã e no Mar Arábico pode receber reforços.
O presidente também criticou uma proposta atribuída a negociadores americanos, liderados pelo vice-presidente J. D. Vance, de suspender o enriquecimento de urânio iraniano por duas décadas. Ele reiterou que o Irã não pode ter armas nucleares, rejeitando o prazo de vinte anos.
Entre na conversa da comunidade