- Trump agradeceu a reabertura do Estreito de Ormuz anunciada pelo Irã, mas disse que o bloqueio naval americano continua ativo contra o Irã.
- O cerco envolve cerca de dez mil militares, quinze navios de guerra e dezenas de aeronaves, cobrindo o Golfo de Omã e o Mar Arábico.
- O Irã afirmou que a passagem está totalmente liberada para todas as embarcações comerciais, devido a uma trégua no Líbano, ainda sem prazo definido.
- Até 16 de abril, treze embarcações foram obrigadas a recuar; navios neutros podem seguir, porém sob inspeção.
- Analistas destacam que a decisão depende do período remanescente da trégua, com dúvidas sobre duração e condições específicas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou a reabertura do Estreito de Ormuz, anunciada pelo Irã nesta sexta-feira, 17. Ele agradeceu ao regime dos aiatolás em rede social, mas afirmou manter o bloqueio naval americano na região. A medida visa impedir a passagem de embarcações iranianas.
Trump disse que o Estreito de Ormuz está aberto e livre para a navegação, mas manteve o bloqueio ao Irã até que negociações para encerrar a guerra sejam concluídas. O cerco envolve cerca de 10 mil militares, 15 navios de guerra e dezenas de aeronaves, cobrindo o Golfo de Omã e o Mar Arábico.
O Irã, por meio do ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi, afirmou que a passagem de todas as embarcações comerciais está liberada durante o período de cessar-fogo no Líbano. A definição de duração não foi especificada, nem se o acordo abrange apenas o Líbano ou também negociações entre EUA e Irã.
Araghchi descreveu que as embarcações devem seguir uma rota coordenada previamente acordada com o Irã. Analistas destacam que a passagem fica próxima à costa iraniana, com menor risco de ataques durante a trégua vigente.
O anúncio da abertura ocorre em meio a negociações sobre o chamado pedágio de Teerã, cobrado para atravessar o estreito. O Irã sustenta que o cessar-fogo no Líbano facilita a normalização do tráfego naval na rota que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã.
Até 16 de abril, treze embarcações foram obrigadas a recuar durante o bloqueio, segundo o Comando Central dos EUA. O objetivo das sanções é pressionar o setor de petróleo iraniano, estimulado a encerrar pagamentos do pedágio, avaliado em milhões de dólares por embarcação.
Não está esclarecido se a abertura temporária do estreito se estenderá além do cessar-fogo no Líbano, previsto para expirar em dez dias, ou se envolve extensão de accordos entre EUA e Irã. A comunidade internacional aguarda evoluções nos próximos dias.
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