- Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã; Trump ordenou o bloqueio naval para pressionar o regime a voltar à mesa de negociações, especialmente no Estreito de Ormuz.
- O bloqueio mira impedir petroleiros iranianos e cobrar pedágio de Teerã para atravessar o estreito; mais de dez mil soldados, quinze navios de guerra e dezenas de aeronaves americanas foram mobilizados.
- O cessar-fogo vigente pode ser revisto; a mais recente reunião em Islamabad terminou sem acordo entre EUA e Irã, com críticas de ambos os lados sobre as condições propostas.
- O impacto no mercado global de energia é incerto; a alta dos preços já preocupa a economia, e o Irã tem visto receitas com o bloqueio, enquanto a China denuncia prática “perigosa e irresponsável”.
- No Líbano, tensão com o Hezbollah persiste; EUA e Israel discutem pausar ataques por dez dias, e houve encontro entre embaixadores israelense e libanês mediado pelos Estados Unidos.
O governo dos EUA intensificou ações militares contra o Irã, anunciando e executando bloqueio ao Estreito de Ormuz, importante rota de 20% do petróleo mundial. A medida, iniciada após ataques de 28 de fevereiro, visa frear o abastecimento iraniano e forçar negociações, ampliando o conflito no Oriente Médio.
A ofensiva envolve mais de 10 mil soldados, quinze navios de guerra e dezenas de aeronaves da Marinha e do Exército americano. Navios com tráfego que inclua petróleo iraniano podem ser interceptados ou desviados sob autorização do Centcom. O objetivo é pressionar Teerã a recuar nas negociações.
O Irã, por sua vez, acusa o bloqueio de prejudicar o comércio global e alerta para retaliação orientada a portos na região, inclusive no Mar Vermelho. Observadores veem o movimento como tentativa de forçar concessões, como suspensão de enriquecimento de urânio por décadas, até acordo mais amplo.
A crise afeta também o mercado de energia. O preço da gasolina nos EUA já registra alta, enquanto o barril pode sofrer volatilidade. O FMI aponta impacto global possível, com consequências para inflacionamento e abastecimento de insumos, especialmente em países dependentes de petróleo.
As discussões em Islamabad, capital do Paquistão, servem como tentativa de mediação entre Washington e Teerã. O encontro reuniu autoridades americanas e iranianas, com críticas mútuas e propostas que não avançaram para um acordo claro até o momento.
No embalo da tensão, o governo americano pressionou pela suspensão de enriquecimento de urânio, enquanto o Irã ofereceu um prazo menor de três décadas. Analistas avaliam que avanços dependem de um acordo provisório que permita continuidade das tratativas sem rupturas abruptas.
A situação libanesa também ganhou peso. Em meio aos esforços de cessar-fogo, Israel adiou por 10 dias ataques contra o Hezbollah, caso mediado por representantes israelenses. O Líbano recebeu a promessa de novas conversas entre partes, apesar da ausência de acordo definitivo.
Entre as partes, Netanyahu cedeu a pressões internacionais para diálogo com o Líbano. Em Washington, embaixadores israelense e libanês participaram de reunião mediada pelo secretário de Estado Marco Rubio, sinalizando disposição para ampliar o diálogo, ainda sem consenso sobre o Hezbollah.
Analistas destacam que, embora haja clima de diálogo, o entendimento não está garantido. A disputa envolve controle regional, tarifas de passagem, sanções econômicas e o equilíbrio de poder entre EUA, Irã, Israel, Líbano e parceiros regionais.
Entre na conversa da comunidade