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Viúva de 86 anos retorna à França após detenção pela ICE

Mulher francesa de 86 anos detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) nos EUA retorna à França; ministro francês celebra o retorno e critica detenção

A warehouse used as an ICE detention centre in the state of Utah (file pic)
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  • Mulher francesa de 86 anos, Marie-Thérèse, retornou à França após ser detida em centro de fiscalização de imigração nos EUA; chegou ao aeroporto Paris-Charles de Gaulle na manhã de sexta-feira.
  • Ela morava no Alabama desde o ano passado, após se casar com Billy, americano que morreu em janeiro; o filho informou a prisão e a posterior libertação.
  • O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, confirmou a chegada e disse estar satisfeito com o retorno.
  • O Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou que uma mulher francesa com o mesmo nome entrou no país em junho de 2025 e permaneceu além do visto de 90 dias.
  • A detenção ocorreu durante uma disputa de herança com o filho de Billy; Marie-Thérèse estava presa na véspera de uma audiência, segundo familiares e veículos franceses.

Uma mulher francesa de 86 anos detida em um centro de fiscalização de imigração nos Estados Unidos retornou à França, informou o ministério das Relações Exteriores. Marie-Thérèse, natural de Nantes, se mudou para os EUA no ano passado após se casar com Billy, um americano que faleceu em janeiro.

A detenção ocorreu em Anniston, Alabama, no início deste mês, após a família ser avisada pelos filhos. A mulher retornou à França na manhã de sexta-feira, segundo o chanceler francês, que confirmou o desembarque em Paris-Charles de Gaulle.

Segundo o New York Times, citando um dos filhos, Marie-Thérèse ainda estava vestindo o uniforme de prisão em meio à reunião com os filhos no aeroporto. O familiar informou que ela estava em estado de choque e exausta após o período de encarceramento.

Contexto e reação

O Departamento de Segurança Interna dos EUA, responsável pela ICE, informou à BBC que uma pessoa com o nome de Marie-Thérèse, descrita como cidadã francesa, entrou no país em junho de 2025 e permaneceu além do visto de 90 dias. Segundo a imprensa francesa, a filha e a mãe aguardavam a concessão de um green card.

A história remete a uma antiga relação entre Marie-Thérèse e Billy, que se conheceram na década de 1960, quando ele era soldado na base da OTAN em Saint-Nazaire. O casal se reconectou em 2010, casaram-se no ano passado e Marie-Thérèse se mudou para o Alabama, buscando o visto permanente.

De acordo com o filho de Marie-Thérèse, houve disputa de herança após a morte de Billy, com relatos de ameaças e interrupção de serviços básicos. A família contratou um advogado, mas a detenção ocorreu no dia anterior a uma audiência prevista.

O ministro francês Jean-Noel Barrot disse que se alegou que as metodologias de detenção usadas pelo ICE nem sempre correspondem aos padrões aceitáveis, ressaltando, no entanto, que o principal é o retorno de Marie-Thérèse à França.

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