- Dois YouTubers cristãos do canal Eternal Life, Niko e Tino, são investigados na Alemanha por blasfêmia após critica ao antissemitismo praticado por muçulmanos em vídeo de 2024.
- O vídeo, intitulado “O Islã não é paz”, condena protestos pró-Palestina e pró-Hamas após o ataque a Israel em 7 de outubro de 2023; o YouTube sinalizou o conteúdo como perigoso e o removeu.
- A investigação, aberta em fevereiro de 2025 pelo Ministério Público de Hamburgo, baseia-se no Artigo 166 do Código Penal, que pune insultar crenças religiosas de terceiros.
- O advogado de Niko pediu o arquivamento, afirmando que o objetivo era falar sobre a fé cristã, e Tino afirmou que a ação representa uma ameaça à liberdade de expressão.
- Dados de 2023 indicam aumento do antissemitismo na Alemanha, com 4.782 casos registrados e 2.787 após o ataque de 7 de outubro; a média chegou a cerca de 33 ocorrências por dia.
Dois YouTubers cristãos estão sob investigação na Alemanha por blasfêmia após criticarem o antissemitismo praticado por muçulmanos em um vídeo. Os criadores do canal Eternal Life, conhecidos como Niko e Tino, publicaram O Islã não é paz em 2024, abordando protestos pró-Palestina e pró-Hamas ocorridos após o ataque de 7 de outubro de 2023 em Israel. O objetivo era condenar a retórica antissemita vinculada aos eventos.
O Ministério Público de Hamburgo abriu a apuração em fevereiro de 2025, com base no Artigo 166 do Código Penal alemão, que pune desrespeito público a convicções religiosas quando pode perturbar a ordem pública. Niko e Tino também permanecem sob investigação. A depender de provas, a pena pode chegar a três anos de prisão ou multa.
O vídeo foi sinalizado como perigoso pelo YouTube e removido da plataforma. Não há indicação de que os autores tenham solicitado ou recebido apoio institucional para suas publicações, mas sua atuação é alvo de análise para justificar ou não a interferência do estado na expressão religiosa.
O advogado de Niko, Marco Winger, pediu o cancelamento da investigação, alegando que o conteúdo não buscava incitar ódio, apenas discutir a fé cristã. A defesa aponta que autoridades já trataram do tema do antissemitismo em outros contextos, sem caracterizar perturbação da ordem pública.
Tino afirmou ao jornal alemão Apollo que a ação penal representa uma ameaça à liberdade de expressão. O YouTube, por sua vez, já teve registros de conteúdos removidos por violar políticas de discurso de ódio, porém sem confirmação de decisões judiciais no caso específico.
Casos de antissemitismo na Alemanha têm sido reportados em aumento. Dados de 2023 indicam 4.782 ocorrências de ódio a judeus, com grande parte ocorrendo após o ataque a Israel em 7 de outubro. Estima-se que, entre outubro e o fim de 2023, ocorram cerca de 33 incidents por dia.
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