- O Exército libanês acusou Israel de violar o cessar-fogo de dez dias, anunciado para durar até o fim da trégua, e pediu que moradores não retornem às áreas atingidas.
- Cerca de 1,2 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas desde o início dos confrontos entre Israel e o Hezbollah, conforme a ONU.
- Brasileiros no Líbano relatam insegurança mesmo com o acordo, e muitos pretendem retornar apenas para verificar as casas, não para voltar definitivo.
- O sul do Líbano continua sob presença de tropas israelenses, com recomendações de não se deslocarem para regiões próximas ao rio Litani, até cerca de trinta quilômetros da fronteira.
O Brasilense Romilda, moradora do Líbano há mais de 20 anos, afirma não confiar no cessar-fogo de 10 dias. Ela e a família seguem em refúgio, pretendendo retornar apenas para limpar a casa de forma temporária. O medo de voltar é real.
Mais de 1,2 milhão de pessoas já deixaram as casas no Líbano desde o início do conflito com o Hezbollah, segundo a ONU. Romilda vivia em Haret Hreik, próximo a Beirute, e hoje permanece em um prédio cedido a refugiados.
O cessar-fogo foi anunciado como acordo entre Israel e o Hezbollah, mediado pelos EUA. Mas a adesão ainda enfrenta desconfiança entre moradores e autoridades locais, que destacam violações e incertezas sobre a efetividade do acordo.
O Exército do Líbano acusou Israel de violar o cessar-fogo e atacar vilarejos no sul do país. Em nota, pediu aos moradores que evitem retornar às áreas atingidas até que haja clarificação. O Exército reforçou o alerta na quinta-feira.
Israel também recomenda que moradores não voltem a áreas ao sul do rio Litani. Tropas continuam no sul do Líbano, enquanto a região permanece sob tensão e incerteza quanto à real implementação do acordo.
Incertezas no cessar-fogo de Israel no Líbano
O anúncio do cessar-fogo de dez dias, feito pelo presidente dos EUA, gerou dúvidas antes de entrar em vigor. O Hezbollah condicionou a observância à suspensão de ataques israelenses, o que não ficou claro para todos os moradores.
Trump afirmou ainda, na sexta-feira, que o governo israelense estaria proibido de novas ofensivas contra o Líbano. A declaração aumentou a expectativa de uma redução do confronto, porém sem garantias imediatas.
O cenário continua flagrado por ataques esporádicos e deslocamentos, com moradores mantendo-se em abrigos ou casas de refúgio. A comunidade segue monitorando as movimentações militares na região.
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