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Como drones baratos e de baixo teor tecnológico do Irã custaram aos EUA

Drones baratos iranianos revelam descompasso entre táticas de batalha e investimentos dos EUA, elevando custos de defesa e pressionando estoques de interceptores

A 3-D rendering of an Iranian Shahed-136 drone, a device with two triangle-shaped wings attached to a central fuselage. It has an engine the size of a small motorcycle’s and carries 110 pounds of explosives.
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  • Drones iranianos feitos com tecnologia comum custam cerca de US$ 35 mil, bem menos que interceptores de alta tecnologia usados para derrubá-los.
  • Estados Unidos e aliados enfrentam o desafio de defender áreas estratégicas com sistemas de defesa caros e, às vezes, menos eficientes contra essas aeronaves de baixo custo.
  • Entre as táticas usadas estão ataques aéreos com foguetes APKWS, defesa baseada no solo com o sistema Coyotes e interceptação por mísseis de destruição de navios e Patriot, entre outras opções.
  • Drones de combate mais baratos também levaram a investimentos em interceptores autônomos, como o Merops, e em pesquisas de armas de energia dirigida, ainda sem uso generalizado no campo.
  • Nos primeiros seis dias de conflito, os EUA gastaram cerca de US$ 11,3 bilhões; estimativas de fontes independentes sugerem gasto total entre US$ 25 bilhões e US$ 35 bilhões, com preocupação sobre o estoque de interceptores.

O uso generalizado de drones baratos mudou o equilíbrio do confronto entre Irã e EUA. Drones iranianos, de tecnologia comercial, custam cerca de US$ 35 mil cada, bem mais baratos que interceptores avançados usados para derrubá-los. A diferença de preço impacta a estratégia de defesa.

Segundo especialistas, o alto custo dos interceptores contrasta com a influência dos drones de baixo custo no campo de batalha. Nos primeiros dias do conflito, o Pentágono informou gastos expressivos, estimando dezenas de bilhões de dólares em operações contra as forças iranianas. A estimativa pública se aproxima de US$ 25 a US$ 35 bilhões.

Defesa aérea baseada no ar

No cenário ideal, aeronaves de alerta precoce detectam a entrada de drones a centenas de milhas, acionando caças como o F-16. Esses caçadores usam foguetes APKWS II para neutralizar drones a cerca de seis milhas de distância. Dois a três interceptores costumam ser usados por drone.

Defesa baseada em solo contra drones

Um sistema terrestre de defesa, o Coyote, intercepta drones a até nove milhas. O modelo, mais econômico que outros, tem custo aproximado de US$ 253 mil por unidade, muitas vezes superior ao preço do Shahed-136. A disponibilidade limitada levou tropas a realocar sistemas entre bases com frequência.

Defesas navais e outras opções

Casas de defesa de longo alcance, como destróieres com radares Aegis, podem detectar drones a 30 milhas e usar interceptores SM-2, geralmente em pares. O custo de cada disparo fica em dezenas de milhões de dólares, acima do preço do Shahed-136.

A Patriot, sistema terrestre, também atua a partir de até 27 milhas com interceptores PAC-3, exigindo, em geral, dois disparos. Em emergências, o Centurion C-RAM pode responder a drones a menos de um quilômetro com uma rajada rápida, porém tem alcance limitado.

Interceptadores e pesquisa tecnológica

Entre as opções futuras está o Merops, um interceptor autônomo movido a IA, com custo estimado em US$ 30 mil. O sistema foi desenvolvido por Eugene Huang, ex-CEO da Google, em parceria com combatentes ucranianos. O Exército dos EUA chegou a enviar milhares de unidades ao Oriente Médio, com treinamentos em andamento.

Outras iniciativas incluem armas de energia direcionada, com custo estimado de menos de US$ 3 por disparo, mas ainda não utilizadas em campo. Especialistas alertam para o risco de esgotamento de estoques de mísseis, o que pode comprometer a capacidade de resposta.

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