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EUA ameaçam presidente do Peru após adiamento de compra bilionária

Em meio ao adiamento da compra de 24 caças, embaixador dos EUA ameaça o governo peruano e pressiona negociação com a Lockheed Martin

1 de 1 Caça F-16 Block 70 da norte-americana Lockheed Martin - Metrópoles - Foto: Reprodução Lockheed Martin
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  • O presidente interino do Peru, José María Balcázar, afirmou que a decisão sobre a compra de 24 caças ficará para o governo que assumir após o segundo turno, em 7 de junho.
  • A pauta envolve US$ 3,5 bilhões em aquisição de aeronaves, com US$ 2 bilhões previstos para 2025 e US$ 1,5 bilhão para 2026; o anúncio original ocorreu em 2024.
  • O embaixador dos Estados Unidos no Peru, Bernie Navarro, publicou ameaças nas redes sociais, dizendo que usará ferramentas para proteger interesses americanos se houver negociação de má-fé.
  • A Lockheed Martin, fabricante do F-16 Block 70, está entre os interessados, concorrendo com o Gripen da Saab e o Rafale da Dassault; até o momento não houve contrato assinado nem desembolso.
  • Os novos caças substituirão Mirage 2000, em uso desde os anos 1980, e MiG-29, adquiridos no final da década de 1980.

O governo peruano adiou a decisão sobre a compra de 24 caças para as Forças Armadas, deixando a escolha para o próximo presidente, após o segundo turno marcado para 7 de junho. A medida foi anunciada pelo presidente interino José María Balcázar em entrevista à rádio local.

A Lockheed Martin, fabricante do F-16 Block 70, atua entre os interessados, ao lado de Saab (Gripen) e Dassault (Rafale). O governo peruano havia divulgado, em 2024, a intenção de destinjar US$ 3,5 bilhões ao negócio, com parcelas em 2025 e 2026.

O embaixador dos Estados Unidos no Peru, Bernie Navarro, publicou mensagens nas redes sociais sinalizando firmeza de interesse americano e alerta sobre potenciais consequências caso haja negociação prejudicial aos interesses dos EUA.

Balcázar explicou que o novo governo terá plenas atribuições para decidir sobre a aquisição. A transição, afirma, tornará o processo mais estável e evitará comprometer recursos do país antes da conclusão do ciclo eleitoral.

Os caças devem substituir Mirage 2000, em operação desde os anos 1980, e MiG-29, incorporados no final da mesma década. O governo peruano ainda não anunciou se haverá assinatura de contrato ou desembolso imediato.

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