- Autoridades em Kyiv investigam possíveis motivos do tiroteio de sábado, classificado pela SBU como ato terrorista; o presidente Volodymyr Zelenskyy afirmou que todas as informações estão sendo apuradas.
- O atirador, de 58 anos, abriu fogo, sequestrou pessoas em um supermercado e matou seis pessoas antes de ser morto após 40 minutos de confronto.
- Um dos feridos é um garoto de 12 anos; os pais dele foram mortos, segundo o procurador-geral Ruslan Kravchenko.
- O suspeito foi identificado como Dmytro Vasylchenkov, cidadão ucraniano nascido em Moscou, que já morou em Ryazan e em Bakhmut; tinha antecedentes criminais.
- Tiros em rua são raros na Ucrânia, que enfrenta ataques aéreos russos com frequência.
O crime ocorreu em Kyiv no sábado, quando um atirador abriu fogo em vias públicas, depois ocupou um supermercado e fez reféns. Autoridades classificaram o ataque como ato terrorista. O presidente Volodymyr Zelenskyy informou que a motivação está sendo investigada e que todas as informações serão verificadas.
O atirador, de 58 anos, foi identificado pela imprensa como Dmytro Vasylchenkov. Nascido em Moscou, ele já viveu em Ryazan, na Rússia, e era morador antigo de Bakhmut, no Donbass. Zelenskyy disse que possui antecedentes criminais. Um tiroteio seguido de barricada terminou após um confronto de cerca de 40 minutos, com a morte do aggressor.
Entre os feridos, uma criança de 12 anos ficou ferida; os pais da criança também morreram, conforme apurado pelo Procurador-Geral Ruslan Kravchenko. Testemunhas relataram que o suspeito era alguém isolado e que não mantinha relação próxima com vizinhos. O episódio ocorre em meio a ataques aéreos frequentes na Ucrânia.
Contexto político na Rússia
No âmbito russo, a repercussão de críticas de uma influenciadora viralizou entre a população, enquanto as avaliações de aprovação de Vladimir Putin caem pela sexta semana consecutiva. A influencer Victoria Bonya publicou um vídeo de 18 minutos no Instagram alertando sobre um movimento de ressentimento entre o público e autoridades. O material, com milhões de visualizações, gerou especulações sobre uma eventual sinalização de descontentamento antes das eleições parlamentares neste ano.
Analistas destacam que a intervenção não visava diretamente Putin nem a guerra na Ucrânia, mas é discutida como indicativo de tensão pública. Observadores avaliam que a campanha pode ter sido coordenada para demonstrar que as queixas são ouvidas pelo poder, num contexto de pressão política interna.
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