- O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que houve progresso nas conversas com os EUA, mas há lacunas sobre questões nucleares e o estreito de Hormuz.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as conversas com Teerã estão “mostram muito boas” e ressaltou a defesa contra chantagem sobre o canal de navegação.
- Irã reimprimiu restrições ao estreito de Hormuz, restabelecendo o status anterior do corredor com gestão sob as forças armadas, após o bloqueio americano às portas iranianas.
- Navios da Guarda Revolucionária teriam atirado contra um petroleiro no estreito, e um navio de bandeira indiana que transportava petróleo também foi atacado.
- Em desenvolvimento paralelo, o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano analisa novas propostas dos EUA, e a data de uma nova rodada depende de acordos sobre o framework.
O conflito no Oriente Médio ganhou ritmo após a escalada envolvendo o Irã, os Estados Unidos e o estreito de Hormuz. O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste fim de semana que houve avanços nas negociações, mas ainda existem lacunas sobre questões nucleares e o controle do estreito. As declarações foram dadas à imprensa estatal.
O governo dos EUA, por sua vez, relatou conversas “muito boas” com Teerã, mas alertou para riscos de pressões sobre o canal de transporte marítimo. O presidente americano, Donald Trump, também elogiou aliados em mensagens públicas, destacando a posição de Israel. Os relatos indicam tensão contínua mesmo após retomada de diálogo.
Nesta semana, o Irã reverteu a reabertura do estreito de Hormuz e impôs novamente restrições ao tráfego, após o anúncio de bloqueio americano de portos iranianos. Autoridades britânicas de navegação indicaram que navios da Guarda Revolucionária atiraram contra um carregador em passagem pelo estreito.
Desdobramentos
Agências de imprensa apontam que um navio-tanque com bandeira indiana sofreu ataque no canal, durante o deslocamento pela via aquática. O comando conjunto de Khatam al-Anbiya afirmou que o estreito está novamente sob gestão e controle das Forças Armadas, mantendo o status anterior.
O presidente do staff de segurança nacional dos EUA reforçou, em reunião na Sala de Situação da Casa Branca, que sem avanço nas negociações o conflito pode reabrir em poucos dias. Mesmo assim, autoridades iranianas sinalizam revisão de novas propostas apresentadas pelos EUA.
Além disso, houve impactos regionais relevantes: o Hezbollah negou envolvimento no ataque a uma patrulha da ONU no sul do Líbano, que resultou na morte de um soldado francês. Em Gaza, profissionais de saúde relataram ataques a trabalhadores de Unicef, levando a agência a suspender operações na área.
Paralelamente, na vizinhança, a força militar israelense iniciou demolições em Bint Jbeil e outras cidades fronteiriças. Em separado, a imprensa local informa que dois motoristas de caminhões contratados pela Unicef foram mortos no norte de Gaza, elevando a tensão na região.
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