- O Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz e diz que só reabrirá a rota se os EUA suspendam o bloqueio aos portos do país.
- Navios que tentavam atravessar relataram ataques; o Irã afirmou que o estreito permanecerá fechado até atender sua condição.
- A Guarda Revolucionária afirmou que houve ataques a petroleiros; a Índia confirmou o ataque a duas embarcações indianas e convocou o embaixador iraniano.
- O governo dos Estados Unidos diz que a operação continua e já impediu a passagem de 23 navios desde a segunda-feira; o presidente Donald Trump afirmou que não aceitará chantagem.
- Ainda não há data marcada para uma nova rodada de negociações entre os dois países; o Irã revisa uma nova proposta americana.
O Estreito de Ormuz voltou a ter tráfego bloqueado pelo Irã neste sábado, 18 de abril. O regime iraniano informou que a passagem só será reaberta se Washington suspender o bloqueio aos portos do país. Navios que tentavam atravessar relataram ataques.
Radares indicaram que um comboio de petroleiros cruzava a região pela manhã, mas o fluxo foi interrompido quando navios receberam instruções de retornar. Em seguida, houve confirmação de novo bloqueio total do estreito.
Segundo a organização de tráfego marítimo do Reino Unido, componentes da Guarda Revolucionária do Irã atacaram navios na área. O governo da Índia informou que duas embarcações indianas foram atingidas e convocou o embaixador iraniano para esclarecimentos.
O porta-voz da Guarda Revolucionária afirmou que o estreito permanecerá fechado até que os Estados Unidos interrompam o bloqueio aos portos iranianos. A organização reiterou que a medida é para assegurar a cessação de hostilidades.
O governo dos EUA afirmou que a operação de impedir a passagem de navios continuará enquanto as negociações estiverem em curso. Até o momento, a administração informou que já barrara a passagem de 23 embarcações desde a segunda-feira anterior.
Trump havia dito ontem que Ormuz não seria mais utilizado como arma de pressão, sugerindo avanços nas negociações. Neste sábado, o presidente convocou a equipe de segurança nacional para avaliar a situação.
Ainda não há data marcada para uma nova rodada de negociações entre Irã e EUA. O Conselho de Segurança Nacional persa informou que revisa uma proposta americana, apresentada via Paquistão, país mediador no diálogo.
Em meio ao contexto de guerra, os EUA anunciaram extensões temporárias da autorização de compra de petróleo da Rússia por mais 30 dias, em meio a sanções associadas à guerra na Ucrânia. A medida busca conter impactos no mercado.
Paralelamente, o conflito entre Israel e o Hezbollah voltou a gerar ações militares na região. Israel informou ataques a posições do grupo na fronteira sul do Líbano, com relatos de armas em uso por longas proximidades.
A ONU comunicou que um soldado das forças de paz foi morto e três ficaram feridos. O governo francês confirmou a identidade do vítima como francesa e atribuiu o fato ao Hezbollah, que nega responsabilidade.
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