- Irã atualizou o balanço da guerra para pelo menos 3.468 mortos em sete semanas, conforme divulgado pela Fundação dos Mártires Iranianos e pela Isna.
- Segundo HRANA, até 7 de abril havia 1.701 civis (incluindo ao menos 254 crianças) e 1.221 militares entre as vítimas; outros 714 casos não tiveram a condição especificada.
- O conflito começou em 28 de fevereiro com ataques de forças dos EUA e de Israel; o cessar-fogo frágil está em vigor desde 8 de abril e deve expirar na próxima quarta-feira.
- O Irã voltou a restringir o tráfego no Estreito de Ormuz, passagem crucial para cerca de 20% da produção mundial de petróleo, aumentando as tensões com os Estados Unidos.
- O presidente Donald Trump criticou a medida, dizendo que Teerã não pode chantagear a comunidade internacional, e afirmou que há conversas em andamento; autoridades iranianas mantêm o controle do estreito e podem intensificá-lo.
O Irã atualizou o balanço de vítimas da guerra contra os Estados Unidos e Israel para pelo menos 3.468 mortos em sete semanas de conflito. A informação foi divulgada neste sábado pela Fundação dos Mártires Iranianos, com base em um dossiê oficial. O texto não especifica quantos civis ou militares estão entre as vítimas.
Segundo a Fundação, o dossiê de 3.468 mártires abrange o período recente de hostilidades. A contagem anterior, divulgada pela Organização de Medicina Legal, apontava 3.375 mortes. Dados publicados pela HRANA indicam que a maioria das vítimas são civis, incluindo crianças, com números de militares também relevantes. Ainda há casos sem classificação.
A escalada no Golfo Pérsico começa em 28 de fevereiro, com ataques de Estados Unidos e Israel em território iraniano. Desde então, a região tem visto ações militares acompanhadas de esforços diplomáticos sem alcance de acordo. Um cessar-fogo frágil está vigente desde 8 de abril e deve expirar em breve.
Em meio às negociações, o Irã voltou a restringir o tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica que responde por cerca de 20% da produção mundial de petróleo. A medida elevou as tensões com Washington, gerando críticas e pressões internacionais.
Domínio da situação no estreito foi reafirmado por autoridades iranianas, que dizem manter o controle e que podem intensificá-lo caso as negociações não avancem. No front diplomático, as negociações continuam após uma rodada fracassada no Paquistão.
A superfície militar tem visto ações no mar. Relatos indicam que forças iranianas dispararam contra embarcações que cruzavam a região, com autoridades marítimas registrando ausência de feridos até o momento. A atuação segue no contexto de tensão elevada entre Teerã e Washington.
Na política interna, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a gestão iraniana e afirmou que Teerã não pode chantagear a comunidade internacional. Ainda assim, ele mencionou que conversas sobre o tema continuam, apesar das fricções.
Após as declarações dos EUA, autoridades iranianas reiteraram que o estreito permanecerá aberto enquanto houver negociação, mas podem adotar medidas adicionais sem avanço nas tratativas. A situação no Golfo permanece tensa, com impacto nos mercados globais.
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