- O Irã enviou mensagem aos navios no Estreito de Ormuz informando que a passagem estava fechada novamente ao tráfego marítimo.
- Armadores relataram tiros na via navegável e navios abandonaram tentativas de passagem após um breve sinal de reabertura.
- A medida ocorreu perto do momento em que a Nour informou que o estreito voltava ao controle das forças armadas, citando bloqueio imposto pelos Estados Unidos.
- Um superpetroleiro afirmou ter sido atingido por tiros; um grupo naval britânico disse que um petroleiro foi abordado por barcos iranianos e que outro navio foi atingido por projétil de origem desconhecida.
- Vários armadores interromperam planos de retirada de navios retidos na região; pelo menos nove petroleiros voltaram, e quatro navios da CMA CGM também foram vistos fazendo manobras evasivas.
O Irã informou às embarcações no Estreito de Ormuz que a passagem permanecerá fechada ao tráfego marítimo. A mensagem foi recebida por ao menos dois armadores na região por meio de transmissão de rádio, no momento em que Nour News afirmou que o estreito voltou a ficar sob controle rígido das forças armadas.
Armadores relataram tiros na via navegável e navios abandonaram tentativas de passagem após uma breve expectativa de reabertura. O novo fechamento ocorreu após horas de incerteza provocadas por declarações conflitantes entre Teerã e a comunidade internacional.
A Nour News atribuiu o fechamento a um suposto bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao transporte marítimo iraniano desde a segunda-feira. A agência citou a postura de Washington como motivação para a decisão.
Mudança de tema: causa e contexto
Na sexta-feira, o chanceler iraniano afirmou que Ormuz estava completamente aberto durante um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, o que derrubou temporariamente os preços do petróleo. No sábado, o estreito voltou a ficar bloqueado, segundo relatos de navios na área.
O governo americano confirmou manter restrições ao transporte marítimo iraniano, e Teerã classificou a situação como inaceitável. Em meio a isso, vários navios permaneceram retidos na região por precaução.
Reação internacional e impactos na navegação
Um grupo naval britânico informou que um petroleiro foi abordado por dois barcos iranianos e alvo de tiros sem aviso prévio. Em seguida, outro navio foi atingido por um projétil de origem incerta, segundo o monitoramento da companhia.
Vários armadores desistiram de retirar navios presos há semanas na região. Entretanto, algumas embarcações conseguiram sair, com pelo menos nove petroleiros recuando da travessia. Quatro navios porta-contêineres da CMA CGM participaram da mesma manobra.
Estado atual e próximos passos
A transmissão compartilhada com a Bloomberg News indicou que o novo fechamento decorre de uma suposta falha do governo dos EUA em cumprir acordos nas negociações. Navios que tentarem entrar em Ormuz seriam recebidos com resposta severa, de acordo com o comunicado.
Arabs Araghchi, chanceler do Irã, reforçou que a situação de Ormuz pode variar conforme o cenário regional, mantendo o tom de que a passagem está sujeita a mudanças rápidas. A Organização Marítima Internacional acompanha a situação com cautela, destacando volatilidade nas informações.
As informações são consideradas voláteis no momento, segundo especialistas, que recomendam cautela aos armadores e traders. A situação permanece sem uma definição estável sobre o tráfego no Estreito de Ormuz.
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