- O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz neste sábado e mantém o bloqueio até que as restrições dos EUA aos portos iranianos sejam suspensas.
- Dois navios foram atacados: um petroleiro e outro cargueiro, com informações de que um navio-tanque ultragrande (VLCC) tranportava dois milhões de barris de petróleo iraquiano.
- O país diz que as falas de Donald Trump sobre a rota não têm validade e que navios que se aproximarem do estreito serão considerados cooperando com o “inimigo” e poderão ser atacados.
- Os EUA e o Irã sinalizam que as negociações continuam; Trump afirmou que conversas “muito boas” estão ocorrendo e a mediação envolve o Paquistão.
- A reabertura anterior da rota ocorreu após o anúncio de cessar-fogo de Israel no Líbano, um tema central nas negociações entre EUA, Irã e Israel.
O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz neste sábado, ampliando as ações já vistas nas tensas negociações com os EUA. A Guarda Revolucionária afirmou que o bloqueio permanece até que haja fim às restrições dos EUA aos portos iranianos na rota marítima. Além disso, houve disparos contra dois petroleiros estrangeiros que circulavam pela via.
A ofensiva acontece em um momento de acirramento regional, dois dias após Donald Trump anunciar um cessar fogo de Israel no Líbano e indicar que conversas sobre negociação com o Irã seguem em andamento. O Irã diz analisar propostas americanas apresentadas recentemente, enquanto Washington aponta avanços nas negociações em curso.
Navios indianos atingidos
Neste sábado, o Irã divulgou que abriu fogo contra dois petroleiros de bandeira indiana que cruzavam o estreito, segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido e fontes iranianas. Um dos navios é um VLCC que transporta cerca de 2 milhões de barris de petróleo iraquiano, segundo informações oficiais.
A Índia confirmou o ataque a dois navios com bandeira indiana e convocou o embaixador do Irã para lembrar a necessidade de travessia segura da rota. O maior objetivo diplomático é manter a passagem pelo estreito para o fluxo de petróleo destinado à Índia e a outros mercados, apesar da escalada.
Reflexos e ameaças
A Guarda Revolucionária advertiu que navios que se aproximarem do Estreito de Ormuz serão vistos como cooperando com o inimigo e, portanto, alvo de ações. A organização reiterou que as declarações de Trump sobre a situação não possuem validade aos olhos das autoridades iranianas.
Paralelamente, a imprensa estatal iraniana informou que navios que operem na área devem seguir as instruções da marinha iraniana. Em contrapartida, a Marinha dos EUA continua monitorando a situação, mantendo postura de presença naval na região.
Contexto regional e impactos
O estreito permanece entre as principais vias de passagem para o comércio global de petróleo. A interrupção da rota pode influenciar preços e fluxos de combustível, impactando mercados internacionais. A comunidade internacional observa com cautela as próximas movimentações de Teerã e de Washington.
A reabertura da rota, anunciada pelo Irã em meio às negociações, esteve ligada a gestões de paz mediadas por terceiros. As negociações entre EUA, Irã e Israel seguem sem um desfecho claro, com pontos centrais ainda sob avaliação.
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