- A Guarda Revolucionária do Irã anunciou a retomada do bloqueio do Estreito de Ormuz, mantendo o fechamento enquanto o bloqueio dos portos iranianos pelos EUA permanecer em vigor.
- Ao menos dois incidentes foram registrados pela manhã na passagem: disparos contra um navio-tanque e ataque a uma embarcação com contêineres, conforme a UK Maritime Trade Organization (UKMTO).
- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as negociações seguem, que os EUA não serão chantajeados e que o bloqueio naval permanece ativo até um acordo com Teerã.
- O Comando Central dos EUA informou que pelo menos 23 embarcações foram obrigadas a retornar aos portos iranianos, estimando que apenas nove conseguiram atravessar o estreito no período.
- O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica, por onde passam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia e uma parcela relevante do comércio global de gás natural liquefeito, o que eleva a importância de sua passagem para o abastecimento mundial.
A Guarda Revolucionária do Irã informou neste sábado a retomada do bloqueio ao Estreito de Ormuz, mantendo o tráfego liberado apenas de forma condicionada aos desfechos do bloqueio americano aos portos iranianos. Teerã afirmou que o estreito permanecerá indisponível enquanto as sanções dos EUA estiverem em vigor. O anúncio foi divulgado pela agência estatal Tasnim.
Ao longo da manhã, ocorreram ao menos dois incidentes na passagem: lanchas iranianas dispararam contra um navio-tanque e uma embarcação com contêineres foi atingida por projétil de origem desconhecida, segundo o UKMTO, órgão de fiscalização marítima. O Irã justificou a decisão como resposta às ações americanas.
Contexto político e reação internacional
Um dia antes, Donald Trump havia dito que a intervenção dos EUA “permanecerá em plena força” até que Teerã concorde com encerrar seu programa nuclear. A CNN relatou que as negociações seguem, porém o presidente americano chamou as ações iranianas de tentativa de barganha. O bloco geopolítico envolve a maior via de petróleo entre o Golfo e mercados globais.
O Comando Central dos EUA informou que ao menos 23 embarcações tiveram de retornar aos portos iranianos, enquanto estima que apenas 9 navios conseguiram transitar no curto intervalo de reabertura. A agência Fars, estatal iraniana, indicou que o estreito pode ser fechado novamente caso o bloqueio persista.
Importância estratégica e panorama energético
Localizado entre Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é rota crítica para o petróleo do Golfo, com cerca de 20 milhões de barris por dia transitando pela faixa norte controlada pelo Irã. Estima-se que a passagem de gás natural liquefeito também seja afetada, agravando o cenário para o abastecimento global.
Segundo a Agência Internacional de Energia, a interrupção da rota gerou a maior perda de oferta já registrada, com impactos significativos no mercado global. O estágio atual reforça a sensibilidade da região a tensões entre Irã e EUA, com consequências diretas para patrões energéticos mundiais.
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