- O papa Leão XIV disse que não tem interesse em debater com o presidente Donald Trump, após as críticas do americano na semana.
- Ele falou a jornalistas a bordo do avião papal, durante a viagem apostólica da África, com paradas em Camarões, Argélia, Angola e Guiné Equatorial.
- O pontífice afirmou que o discurso em Bamenda, sobre tiranos e gastos em guerras, não foi uma resposta a Trump e foi preparado duas semanas antes.
- Leão XIV disse que não iria entrar em debates e que sua missão é a mensagem de paz do Evangelho, não política externa.
- Trump voltou a comentar o assunto, e o vice-presidente J. D. Vance apoiou o líder americano, sugerindo que o Vaticano cuide de questões de moralidade.
O papa Leão XIV afirmou neste sábado que não tem interesse em debater com o presidente dos EUA, Donald Trump, após críticas públicas do americano à liderança papal durante a semana. A declaração foi dada a jornalistas a bordo de um avião papal, durante a Viagem Apostólica de 11 dias pela África.
Segundo a CNN, o pontífice comentou que houve uma narrativa pouco precisa criada pela situação política, em função dos comentários de Trump no início da viagem. Ele explicou que o discurso em Bamenda, Camarões, foi preparado com antecedência e não foi uma resposta a Trump.
O Papa ressaltou que não pretende se envolver em debates políticos e que a mensagem de paz da igreja não visa discutir com o presidente americano. A fala tratou de líderes que gastam bilhões em guerras e de um mundo devastado por tiranos.
Viagem papal e declarações recentes
A viagem inclui paradas em Camarões, Angola, Argélia e Guiné Equatorial, com foco em temas de paz. O discurso em Bamenda cita uma promoção da paz que foi interpretada como uma possível reação a Trump, o que o Pontífice nega.
Trump havia afirmado, em post na Truth Social, que não quer um papa que apoie ações dos adversários dos EUA. O envolvimento dele ocorreu após as críticas papais ao Irã e à Venezuela, temas citados por Trump em comunicação pública.
O presidente americano, em entrevista à CBS News, sugeriu que não vê motivo para pedir desculpas ao Papa. Em outra publicação na Truth Social, Trump reforçou o tom crítico às declarações do religioso sobre questões internacionais.
O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, católico, manifestou apoio a Trump e sugeriu que o Vaticano concentre-se em temas morais. A fala dele ocorreu durante entrevistas à imprensa e em evento de um grupo conservador.
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