- Em Barcelona, no dia 18 de abril de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da quarta edição da Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia.
- Lula defendeu o multilateralismo e pediu a reforma e expansão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, citando a necessidade de mais participação de países como África, México, Brasil, Argentina, Colômbia, Índia, Alemanha, Japão e Indonésia.
- O presidente criticou decisões unilaterais de potências e destacou o potencial de danos por impedimentos ao diálogo no âmbito da ONU, afirmando que o Conselho de Segurança não funciona como deveria.
- Lula ressaltou que a democracia de cada país depende de seus povos, mas que a democracia global depende da ONU cumprir sua carta e funcionar adequadamente.
- Em relação às plataformas digitais, o presidente pediu coordenação internacional para regular as grandes empresas, defendendo que esse tema seja tratado pela ONU dentro de um marco global.
Na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado, 18, da quarta edição da Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona. O objetivo foi debater multilateralismo e governança digital, com foco no papel da ONU.
Durante o encontro, Lula defendeu a reforma e expansão do Conselho de Segurança da ONU, afirmando que o atual formato favorece decisões unilaterais e falha ao incluir países essenciais. O discurso ocorreu em espanhol durante a conferência, com improvisos que enfatizaram a necessidade de diálogo global.
Segundo o presidente, o Conselho de Segurança perdeu poder de forma acelerada e não reflete a diversidade mundial. Ele citou a importância de incluir mais nações africanas, latino-americanas e asiáticas na tomada de decisões, para reduzir o uso de veto e a unilateralidade.
Reforma da ONU
Lula argumentou que o mundo vive o maior conjunto de conflitos armados desde a Segunda Guerra e que o órgão não está funcionando plenamente. Afirmou que a carta da ONU precisa ser repensada para ampliar a participação dos membros permanentes e rotativos.
O presidente destacou ainda que a soberania é de cada país, mas que a cooperação multilateral é essencial para lidar com problemas transnacionais. O objetivo é que a ONU funcione como espaço de diálogo efetivo entre nações, respeitando a carta original.
Controle das redes sociais
O tema das plataformas digitais foi associado à necessidade de regulação internacional. Lula citou o ECA Digital brasileiro e defendeu que a regulação de plataformas deve ocorrer sob coordenação global, via ONU, para garantir regras democráticas amplas.
O uso das plataformas, segundo o relato, envolve impactos na governança política e nos processos eleitorais. A defesa é por normas que assegurem responsabilidade e transparência junto aos grandes conglomerados digitais.
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