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Lula diz estar muito preocupado com Cuba em meio a ameaças dos EUA

Lula afirma estar muito preocupado com Cuba diante de ameaça de invasão dos EUA e pede fim do embargo; diz que nenhum país pode impor regras

Lula e a primeira-dama, Janja, ao lado do premiê espanhol, Pedro Sánchez, em Barcelona
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou estar muito preocupado com Cuba e pediu o fim do embargo dos EUA à ilha, durante evento em Barcelona.
  • Lula ressaltou que Cuba tem problemas, mas que o tema é dos cubanos e não de outros líderes ou países.
  • Sem citar diretamente o ex-presidente Donald Trump, ele afirmou que nenhum presidente tem o direito de impor regras aos demais e criticou narrativas de guerras atravessadas por tuítes de chefes de Estado.
  • O presidente pediu às Nações Unidas que convoquem reuniões extraordinárias para tratar de crises globais, dizendo que a organização não pode permanecer em silêncio.
  • A fala ocorreu durante o encerramento da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, no sábado, 18 de abril.

Em meio a tensões entre Estados Unidos e Cuba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação com a situação na ilha e pediu o fim do embargo americano. O pronunciamento ocorreu durante o encerramento da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, neste sábado (18).

Lula afirmou que o bloqueio dificulta a vida do povo cubano e pediu que Havana tenha espaço para mandar seus próprios rumos, sem ingerência externa. Ele ressaltou que os problemas de Cuba são uma questão interna do povo cubano, não de governos de outras nações.

Ao tratar de relações internacionais, o presidente brasileiro apresentou a tese de que nenhum chefe de Estado pode impor regras a países soberanos. Ele rejeitou a ideia de que crises globais devem ser respondidas por medidas unilaterais que ameacem o mundo.

O chefe de Estado ressaltou que não se pode acordar todos os dias com retóricas de ameaça vindas de dirigentes de outros países. A fala ocorreu no âmbito de um discurso que ampliou o debate sobre governança global e diplomacia.

Durante a intervenção, Lula também citou a necessidade de uma atuação mais firme da Organização das Nações Unidas. Ele sugeriu que a ONU convoque reuniões extraordinárias para tratar de crises internacionais, defendendo a atuação institucional da organização.

O presidente enfatizou ainda que a ONU é um instrumento valioso quando funciona de forma eficaz. A fala integra uma passagem mais ampla sobre cooperação multilateral e responsabilidade compartilhada na comunidade internacional.

A agenda do encontro em Barcelona incluiu temáticas ligadas à democracia, direitos humanos e segurança internacional. O tom foi de desagravo a políticas de confrontação e um chamado à busca de soluções diplomáticas para conflitos regionais.

Antes de deixar Barcelona, Lula reiterou a importância de o Brasil manter posição de neutralidade e buscar teses de diálogo com diferentes governos. Não houve menção direta a adversários específicos na fala pública.

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