- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, neste sábado (18/4).
- Ele afirmou que nenhum presidente tem o direito de impor regras a outros países e pediu que os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU se reúnam para mudar o comportamento.
- Lula disse que não se pode acordar todos os dias com um tweet de um presidente ameaçando o mundo e fazendo guerra.
- O presidente cobrou que a ONU não permaneça silenciosa diante dos conflitos, citando impactos em preços de commodities e afirmando que o povo paga a irresponsabilidade de guerras.
- Em Barcelona, Lula destacou o multilateralismo e o uso responsável de recursos, dizendo que não se pode gastar US$ 2,7 trilhões em armas enquanto há fome, e mencionou compromissos com o governo espanhol, incluindo 15 atos, entre eles um memorando para cooperação em minerais críticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado, 18 de abril, da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona. O encontro teve foco em preservar instituições multilaterais e a cooperação entre nações diante de ameaças à democracia.
Durante o evento, Lula criticou guerras e o papel do Conselho de Segurança da ONU, defendendo que nenhum país tem o direito de impor regras a outros. O presidente pediu que os cinco membros permanentes da organização se reunam para mudar esse comportamento.
O chefe de Estado ressaltou a necessidade de a ONU não permanecer silente diante dos conflitos globais. Citou impactos de ações internacionais sobre países da América Latina, do Oriente Médio e da região, enfatizando que os custos costumam recair sobre os mais pobres.
Lula também defendeu o multilateralismo e a paz, afirmando que é necessário evitar gastos elevados com armamentos quando há fome e desigualdade. Destacou que recursos devem mirar descarbonização e desenvolvimento social, não conflagrações.
Em Barcelona, Lula participa de atos com o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, para fortalecer cooperação entre os dois países. O encontro resultou em 15 atos, incluindo um memorando de entendimento sobre minerais críticos.
Entre os acordos, está o fortalecimento da cooperação no setor de minerais críticos, considerados estratégicos para a transição energética, transformação industrial e segurança econômica. O objetivo é ampliar diálogo técnico e cooperação comercial.
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