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Lula elogia Espanha por barrar aviões dos EUA destinados ao Irã

Lula elogia Sánchez por impedir aviões dos EUA rumo ao Irã, usando o caso espanhol para defender soberania e criticar intervenções militares de potências

Presidente usou caso espanhol para reforçar crítica à atuação de potências em conflitos armados. Na imagem: Lula em discurso na 1ª reunião da Mobilização Progressista Global, em Barcelona
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, por não permitir que aviões de guerra dos Estados Unidos partissem da Espanha rumo ao Irã.
  • O elogio abriu o discurso de Lula na primeira reunião da Mobilização Progressista Global, realizada em Barcelona, que reuniu cerca de cinco mil pessoas.
  • A Espanha proibiu o uso de bases militares e o espaço aéreo para aeronaves norte-americanas envolvidas na operação contra o Irã a partir de 28 de fevereiro, em meio a tensões regionais.
  • Lula criticou, no geral, o novo ciclo de conflitos armados e afirmou que as ações das potências geram mortes de civis e fortalecem a despesa militar em detrimento de necessidades sociais.
  • O presidente destacou a ONU como estrutura a ser reformada e mencionou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança atuam como “senhores da guerra”, em meio ao que chamou de maior número de conflitos desde a segunda guerra mundial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez por não permitir que aviões de guerra dos Estados Unidos partissem de território espanhol rumo ao Irã. A declaração ocorreu durante o discurso de Lula na 1ª reunião da Mobilização Progressista Global, realizada em Barcelona, em 18 de abril de 2026.

O ato espanhol foi utilizado pelo petista para defender a soberania de decisões nacionais e criticar escaladas de tensões internacionais. A Espanha chegou a proibir o uso de bases militares próprias e fechou o espaço aéreo para aeronaves envolvidas na operação contra o Irã, em 28 de fevereiro. A reação de líderes aliados chegou a gerar balanço variado entre países da OTAN.

Lula enfatizou preocupações com decisões de potências em conflitos armados, citando casos passados como justificativas de intervenção e apontando impactos humanos e sociais. O discurso reforçou críticas a ações militares e à atuação de governos no cenário global, segundo relato de assessores presentes.

Giro de Lula na Europa

O presidente iniciou, em 16 de abril, uma viagem de 6 dias pela Europa, com expectativa de mais de 30 acordos e anúncios com Espanha e Alemanha. A comitiva incluiu 14 ministros e presidentes de estatais; Janja Lula chegou a Barcelona na quarta-feira anterior.

Neste sábado, Lula participou do Fórum Democracia Sempre, que contou com lideranças de diversos países, incluindo Claudia Sheinbaum, Gustavo Petro, Yamandú Orsi e Cyril Ramaphosa. O evento integra a programação da Mobilização Progressista Global, organizada pela Internacional Socialista e pelo Partido dos Socialistas Europeus.

Em Barcelona, Lula e Sánchez assinaram acordos bilaterais nas áreas de economia, tecnologia e política social, no Palácio Real de Pedralbes. O líder brasileiro seguiu para a Alemanha e Portugal, mantendo encontros com autoridades locais e internacionais.

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