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Lula faz mea culpa em recado a governos de esquerda: nos tornamos o sistema

Lula, em Barcelona, diz que progressistas se tornaram o sistema; cobra coerência e agenda cumprida para evitar ascensão da extrema-direita

Lula discursa durante o encontro progressista na Espanha | Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula discursou na 1ª reunião da Mobilização Progressista Global, em Barcelona, dizendo que a ascensão da extrema-direita está ligada à desconexão entre discurso e prática de governos progressistas.
  • O presidente afirmou que partidos de esquerda perderam credibilidade ao governar com austeridade e cortes de gastos, e que “nos tornamos o sistema”.
  • Ele fez um apelo à coerência, dizendo que não se pode vencer com um programa e implementar outro, para não trair a confiança do povo.
  • Lula responsabilizou bilionários pela crise global, destacando concentração de renda, destruição ambiental e manipulação de algoritmos, e fez uma indirecta à família Bolsonaro.
  • Na tarde, ele criticou a ONU pela inação em conflitos globais e cobrou posicionamento dos líderes dos EUA, China, França, Reino Unido e Rússia no Conselho de Segurança.

Em Barcelona, Lula participou da 1ª reunião da Mobilização Progressista Global e afirmou que a ascensão da extrema-direita está ligada à desconexão entre discurso e prática dos governos de esquerda. O recado foi dirigido aos avanços da esquerda no cenário internacional.

O presidente disse que partidos de esquerda perderam credibilidade ao assumir promessas e aplicar políticas de austeridade. Ele ressaltou que a coerência é o primeiro mandamento para os progressistas para não trair a confiança do povo.

Durante o ato, líderes globais em defesa da democracia estiveram presentes, como José Luis Zapatero e Pedro Sánchez, além da primeira-dama Janja e do governador de Minnesota, Tim Walz. A participação reuniu ainda autoridades regionais e representantes de diversas formações progressistas.

Repercussões e críticas ao cenário internacional

Lula afirmou que a frustração popular foi explorada pela extrema-direita, que teria canalizado descontentamento com serviços básicos e renda. O discurso apontou que o poder econômico concentra riqueza e influencia decisões políticas.

O petista voltou a criticar a atuação da ONU e prometeu cobrar maior regulação sobre plataformas digitais. Ele também endereçou críticas indiretas a países com cadeias de veto no Conselho de Segurança da ONU, citando países-membros do bloco.

O presidente brasileiro citou a necessidade de enfrentar narrativas que, conforme ele, distorcem políticas públicas voltadas ao bem-estar social. A fala enfatizou a urgência de governos progressistas permanecerem fiéis aos compromissos de campanha.

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