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María Corina Machado não se arrepende de presentear Trump com Nobel da Paz

Machado afirma não se arrepender de presentear Trump com o Nobel da Paz e confirma retorno à Venezuela em coordenação com Washington para transição democrática

A líder opositora venezuelana acusou o presidente colombiano de buscar "desesperadamente desculpas" para que eleições não aconteçam na Venezuela. - (crédito: Federico Parra/AFP)
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  • María Corina Machado afirma não se arrepender de ter presenteado Donald Trump com o Nobel da Paz e diz que ainda agradece o gesto.
  • Ela revelou que está coordenando o retorno à Venezuela com o governo dos Estados Unidos, em respeito mútuo e entendimento.
  • Machado destacou que Washington é fundamental para avançar uma transição democrática no país.
  • Ela criticou o presidente colombiano Gustavo Petro, dizendo que ele busca desculpas para evitar eleições na Venezuela e associou-o a ações que prejudicaram o processo eleitoral.
  • Em Madri, a líder opositora participa de uma manifestação de apoio e citou que Petro viajará a Caracas em 24 de abril, primeira visita de um líder latino-americano desde a queda de Maduro.

Maria Corina Machado não se arrepende de ter presenteado Donald Trump com o Nobel da Paz e afirma que está coordenando seu retorno à Venezuela com os Estados Unidos. A líder opositora esteve em Madri, onde concedeu uma entrevista coletiva neste sábado.

Ela disse que não se arrepende da decisão. Atribui ao ex-presidente norte-americano Trump a responsabilidade pela proteção da liberdade na Venezuela, citando a operação de janeiro que afastou Nicolás Maduro do poder como marco.

Sobre o retorno à Venezuela, Machado afirmou que negocia o regresso em coordenação com Washington, em respeito mútuo. A dirigente ressalta que os EUA são fundamentais para uma transição democrática no país.

Reações e próximos passos

Machado aproveitou para criticar o presidente colombiano Gustavo Petro, em Barcelona, por defender um governo venezuelano que inclua Delcy Rodríguez e a oposição. Acusa Petro de buscar desculpas para adiar eleições.

A líder venezuelana classificou Delcy Rodríguez como símbolo de caos e violência, ao associar o regime a um governo de terror. Enquanto isso, Petro confirmou viagem a Caracas no dia 24 de abril, primeira visita de um líder latino-americano desde a queda de Maduro.

Em Madri, Machado participa de ato público de apoio à sua liderança, típico de um polo oposicionista que acompanha de perto a crise no país.

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