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Papa afirma que discurso sobre ditadores não foi dirigido a Trump

O papa afirma que discurso sobre tiranos não foi dirigido a Donald Trump, foi escrito semanas antes e proferido durante a viagem à África

Pope Leo XIV waves during a welcome ceremony upon his arrival at 4 de Fevereiro International Airport in Luanda, Angola
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  • O Papa Leão afirmou que não buscava debater com Donald Trump ao criticar tirânicos por gastar bilhões em guerras, dizendo que o discurso foi escrito duas semanas antes.
  • A fala foi feita durante viagem pela África, com paradas em 11 cidades de quatro países.
  • Trump reagiu, dizendo que discorda do Papa e o chamou de fraco na política externa.
  • O Pontífice condenou um ciclo de desestabilização e violência em Camarões, país atingido por insurgência há quase uma década.
  • Estima-se que, em 2024, 288 milhões de católicos vivam na África.

Pope Leo afirmou que não buscava debate com Donald Trump ao criticar tyrants por gastar bilhões em guerras. O comentário foi feito em discurso nesta semana, poucos dias após atrito público com o presidente dos EUA. O pontífice disse ter escrito as palavras há quinze dias, antes de as críticas de Trump aparecerem.

Segundo ele, não havia intenção de confronto com o presidente e sim expressar uma posição sobre guerras e gastos militares. O Papa afirma que a leitura política de suas falas não condiz com seu objetivo, que é tratar de temas humanitários e de paz.

Durante a viagem diplomática, o Papa percorre África em turnê que inclui 11 cidades em quatro países. A peregrinação reforça o papel da Igreja Católica no continente, onde a população católica representa cerca de 288 milhões de fiéis, de acordo com dados de 2024.

Contexto da declaração e reação

Trump reagiu mais tarde, dizendo não ser fã do Papa e criticando sua posição em política externa. O ex-presidente afirmou discordar das palavras do pontífice, sem, porém, entrar em detalhes formais.

Antes, Trump havia atacado o líder católico após o Papa expressar preocupação com a ameaça de guerra envolvendo o Irã. O presidente divulgou críticas por meio de declarações aos jornalistas, sem apresentar novas propostas de política externa.

O Papa também condenou, em Camarões, um ciclo de destabilização e violência na região, que já dura quase uma década. Segundo o pontífice, líderes que ignoram gastos com guerras prejudicam áreas como educação, saúde e reconstrução.

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