- O Papa Leão XIII chegou a Angola na terceira etapa da viagem por quatro nações africanas, com foco na exploração de recursos naturais e petróleo.
- Em voo de Camarões para Angola, ele afirmou que os comentários sobre “tiranos” não eram dirigidos a Donald Trump e não seria do interesse do papa debater com ele.
- Antes de deixar Camarões, celebrou missa de despedida em Yaoundé para cerca de 200 mil pessoas, o maior público da viagem até então.
- Em Angola, o papa deve se encontrar com o presidente João Lourenço e discursar para líderes políticos do país.
- Angola, nação rica em petróleo, tem cerca de 36,6 milhões de habitantes, pobreza extrema para parte da população, e o setor petrolífero representa cerca de 95% das exportações.
O Papa Leão XIII chegou a Angola neste sábado, na terceira etapa de uma viagem que percorre quatro nações africanas. O objetivo é abordar a exploração de recursos naturais do país, rico em petróleo, em meio a um estilo de fala mais direto adotado pelo pontífice.
Durante o voo de Camarões para Angola, o Papa quis pacificar a recente troca de farpas com o presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo ele, as observações sobre tiranos não tinham relação com o líder americano e não haveria interesse em um embate com Trump.
Antes de deixar Yaoundé, capital dos Camarões, o pontífice celebrou uma missa de despedida para uma multidão estimada em 200 mil pessoas, pedindo esperança diante dos conflitos regionais que já deixaram milhares de mortos.
Desdobramentos em Angola
Em Angola, Leão XIII deve encontrar o presidente João Lourenço antes de falar aos líderes políticos do país. O país compete entre os maiores produtores de petróleo da África Subsariana, com o setor representando cerca de 95% das exportações.
A população angolana, de aproximadamente 36,6 milhões, enfrenta pobreza endêmica, com mais de 30% vivendo com menos de US$ 2,15 por dia, segundo o Banco Mundial. A nação tem uma maioria católica, refletindo traços da identidade religiosa local.
A viagem papal pela África envolve 11 cidades e vilas em quatro países, cobrindo quase 18 mil quilômetros em 18 voos, configurando uma das jornadas mais complexas já realizadas por um pontífice.
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