- O papa Leão XIV lamenta que suas palavras tenham sido interpretadas como debate com o presidente Donald Trump e afirma não ter interesse nesse embate.
- O pontífice mencionou um discurso sobre os “tiranos” que assolam o mundo, proferido na quinta-feira em Bamenda, Camarões, durante a segunda etapa da viagem pela África.
- Em Angola, ele disse que as declarações foram redigidas muito antes do comentário de Trump sobre sua pessoa e a mensagem de paz que promove.
- Leão XIV afirmou que grande parte da cobertura tratou apenas de interpretações de interpretações, sem precisão.
- A imprensa americana associou as críticas a Trump, enquanto o papa afirmou que não houve intenção de debater com o presidente.
- Trump disse em 12 de abril que não era grande fã do papa e o chamou de fraco e “terrível para a política externa”.
O Papa Leão XIV lamentou que suas declarações tenham sido interpretadas como um debate com o presidente Donald Trump. Ele afirmou não ter interesse em discutir com o mandatário americano. As palavras foram citadas em Camarões, durante a segunda etapa da viagem papal pela África.
O pontífice explicou que o discurso abordava os tiranos que assolam o mundo e foi proferido na quinta-feira na cidade de Bamenda, no noroeste de Camarões, epicentro de uma rebelião separatista. A leitura feita pela imprensa dos EUA foi de que ele criticava Trump, o que ele negou.
Para jornalistas durante a viagem a Angola, Leão XIV disse que o texto foi elaborado bem antes das críticas de Trump sobre ele. O Papa ressaltou que há uma narrativa que não condiz com a realidade dos fatos e que não houve intenção de iniciar qualquer confronto com o presidente.
Contexto e desdobramentos
Trump havia afirmado, em 12 de abril, que não era grande fã do Papa Leão XIV e o acusou de lidar com a questão do Irã, sugerindo que a diplomacia externa seria prejudicada. Em seguida, o ex-presidente qualificou o Papa de fraco e inadequado para a política externa, o que gerou repercussão mundial.
Entre na conversa da comunidade