- O papa Leão XIV condenou a exploração de recursos naturais na África, criticando déspotas que enriquecem às custas da população.
- Em Angola, terceira parada de uma turnê por quatro países africanos, ele afirmou que elites controlam petróleo, diamantes e minerais críticos, enquanto a pobreza persiste.
- O pontífice pediu aos líderes que rompam o ciclo de interesses que transforma terras em mercadorias e que foquem no bem-estar do povo.
- Ele ressaltou o sofrimento causado pelo extrativismo e citou a participação de empresas estrangeiras nesses negócios.
- A viagem envolve quase dezoito mil quilômetros percorridos, onze cidades visitadas e uma missa em Yaoundé para cerca de duzentas mil pessoas antes de chegar a Luanda.
O papa Leão 14 denunciou duramente neste sábado a exploração de recursos naturais na África, criticando déspotas que enriquecem com petróleo, diamantes e minerais críticos enquanto a população permanece em pobreza extrema. Em Luanda, Angola, ele afirmou que elites ganham com riqueza financeira, sem cumprir promessas que beneficiem o povo.
Em discurso na capital angolana, o pontífice pediu aos angolanos que lutem por uma sociedade livre da escravidão imposta pela elite. Disse que a população sofre com uma lógica de extrativismo que transforma terras em mercadoria e reforça desigualdade.
A visita de Leão 14 a Angola é a terceira parada de uma turnê de quatro países africanos. O pontífice já percorreu outras cidades, percorrendo quase 18 mil quilômetros e 11 localidades, enfatizando denúncias sobre desigualdade, guerra e uso de recursos naturais.
Angola
Interesses poderosos teriam reivindicado os recursos naturais da ex-colônia, segundo o papa. Ele afirmou que graças a isso o sofrimento, mortes e danos sociais e ambientais se multiplicam, em especial nos setores de petróleo e diamantes.
Dados públicos indicam que mais de 30% da população angolana vive com menos de US$ 2,15 por dia, mesmo com o país entre os maiores produtores de petróleo da África subsaariana. Leão 14 pediu que líderes se concentrem no bem-estar de toda a população, não apenas de grandes empresas.
O pontífice enfatizou que a história os julgará, mesmo que alguns se oponham politicamente no curto prazo. Ele reforçou a necessidade de romper o ciclo de interesses que reduz a realidade à mera mercadoria e chamou a governança a priorizar o povo.
Antes de chegar a Angola, o papa celebrou uma missa de despedida em Yaoundé, Camarões, para cerca de 200 mil pessoas. Ele pediu esperança diante de desafios, incluindo conflitos que afetam a região da África Central.
Entre na conversa da comunidade