- O presidente do Parlamento do Irã disse que, apesar de avanços, ainda há distância significativa para um acordo com os EUA.
- Ghalibaf afirma que Teerã precisa de garantias de segurança para avançar nas negociações, incluindo que os EUA ou Israel não lancem uma guerra contra o Irã.
- O líder parlamentar criticou a postura dos Estados Unidos, alegando que prazos e pressões não atingiram seus objetivos e levaram a recorrer a intermediários.
- O Irã disse ter aceitado um cessar-fogo temporário para pressionar os EUA a atender às suas demandas, saindo fortalecidos do recente conflito.
- O acordo usa um cessar-fogo de cerca de duas semanas, com término previsto para 22 de abril; mediadores tentam prorrogar, mas Washington resiste.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste sábado que, apesar de avanços nas negociações com os Estados Unidos, ainda existe uma distância significativa até um acordo. Ele pediu garantias de segurança antes de avançar nas tratativas, incluindo proteção contra nova ação militar dos EUA ou de Israel.
Em entrevista à TV estatal, Ghalibaf ressaltou que Teerã precisa de garantias de que não haverá uma nova guerra, ainda que haja um entendimento mais pragmático entre as delegações. Persistem, no entanto, divergências relevantes entre as partes.
O líder parlamentar também criticou a postura dos EUA nas negociações, alegando que Washington não atingiu seus objetivos com prazos e pressões, o que teria levado o país a buscar intermediários para manter o diálogo.
Cessar-fogo e negociações atuais
A trégua temporária entre Irã e Estados Unidos é de cerca de duas semanas, com término previsto para 22 de abril. Mediadore s tentam prolongar o cessar-fogo para facilitar o avanço das tratativas, mas Washington tem resistido a essa prorrogação, segundo fontes próximas aos bastidores.
De acordo com Ghalibaf, o Irã aceitou a trégua como forma de pressionar os EUA a atender suas demandas de segurança. Ele afirmou ainda que o Irã saiu fortalecido do recente confronto, sem, contudo, emitir avaliações sobre desfechos futuros.
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