- O resultado oficial do primeiro turno das eleições no Peru deve sair em meados de maio, segundo a secretária-geral do Conselho Nacional Eleitoral, Yessica Clavijo, por causa da lentidão na apuração e da revisão de milhares de cédulas contestadas.
- Até agora, 93,4% das urnas foram processadas, mas mais de 15 mil cédulas estão sob revisão, sendo cerca de 30% relativas à eleição presidencial.
- Os dados preliminares indicam a candidata de direita Keiko Fujimori na liderança, com cerca de 17% dos votos; a disputa pelo segundo lugar permanece entre Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga, ambos com aproximadamente 12%.
- A definição do resultado é crucial para confirmar quem disputará o segundo turno, marcado para 7 de junho.
- Problemas logísticos em Lima atrasaram a apuração e a distribuição de urnas; López Aliaga chegou a pedir a anulação do processo, e procuradores e policiais realizaram buscas no órgão responsável, com o chefe Piero Corvetto indiciado.
O Peru não divulgou o resultado oficial do primeiro turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo, 12 de abril. A informação foi anunciada pela secretária-geral do Conselho Nacional Eleitoral, Yessica Clavijo, neste sábado, 18 de abril. A divulgação deve ocorrer apenas em meados de maio, devido à lentidão na apuração e à revisão de milhares de cédulas contestadas.
Mais de 93,4% das urnas já foram processadas, mas há mais de 15 mil votos sob revisão. Desse total, cerca de 30% dizem respeito à eleição presidencial; o restante envolve disputas legislativas. O formato de apuração em atraso preocupa a definição dos candidatos ao segundo turno.
Keiko Fujimori, da direita, aparece em liderança com cerca de 17% dos votos. A disputa pela segunda vaga fica entre o esquerdista Roberto Sánchez e o ultraconservador Rafael López Aliaga, ambos em torno de 12%. A definição é crucial para confirmar os nomes do embate de 7 de junho.
A demora na divulgação acompanha problemas logísticos no dia da votação, com atrasos na distribuição de urnas e cédulas em Lima. Em algumas zonas, o voto precisou ser estendido para atender mais de 50 mil eleitores.
López Aliaga chegou a pedir a anulação do processo, alegando fraude eleitoral, e ofereceu recompensa por provas de irregularidades, convocando apoiadores para protestos. As informações indicam tensão em torno do pleito.
Na sexta-feira, 17 de abril, procuradores e policiais realizaram buscas nas instalações do órgão responsável pelas eleições. O chefe do órgão, Piero Corvetto, foi indiciado, ao lado de outros funcionários, por suspeitas relacionadas ao processo eleitoral.
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