- Gibellina, Sicília, foi reconstruída a cerca de 30 quilômetros ao oeste, após o terremoto de Belice de 1968, em vez de permanecer na localização original.
- O Grande Cretto, obra de Alberto Burri, cobre a encosta com concreto e marca as ruínas da antiga cidade, concluída em maio de 2015 após fases iniciadas em 1984.
- A cidade nova ganhou identidade artística, tornando-se a primeira Capital da Arte Contemporânea da Itália e recebendo obras de artistas renomados ao longo dos anos.
- Hoje, Gibellina abriga cerca de 3.000 moradores e mais de 5.500 obras de arte, com a nova cidade apresentando grandes museus e espaços culturais.
- Em 2026, a cidade-planejada pretende manter a programação cultural, promover residências artísticas e atrair visitantes, reforçando o legado da arte como memória do devastado Vale do Belice.
A Sicília abriga Gibellina, cidade reconstruída após o terremoto de Belice de 1968. O centro antigo foi soterrado por ruínas; a nova Gibellina nasceu a cerca de 30 minutos de distância, com foco em arte contemporânea. A obra de concreto conhecida como Cretto di Burri marca o local desde 2015.
O Cretto di Burri cobre cerca de 86 mil m² de encosta, formando 122 blocos de concreto que criam quadras e ruas simuladas sobre as ruínas da antiga Gibellina. O objetivo é preservar a memória da cidade destruída pelo terremoto de 1968, dando espaço à arte como legado.
Quem esteve envolvido
O projeto foi elaborado pelo artista Alberto Burri, com participação de comunidades locais e de Gibellina Nuova, a cidade reconstruída. A iniciativa recebeu apoio de artistas internacionais convidados e de instituições culturais locais, incluindo a Fondazione Orestiadi.
Quando e onde ocorreu a transformação
A construção do Cretto começou em 1984, interrompida em 1989 por falta de recursos, retomada em 2013 e concluída em maio de 2015. A intervenção fica na encosta norte da Sicília, na região de Belice, na ilha de Sicilia.
Por que foi criado
O Cretto di Burri serve para registrar a devastação do terremoto de 1968, ao mesmo tempo em que celebra a reconstrução de Gibellina. A obra deixa visíveis os vestígios e as ruínas sob o concreto, convertendo destruição em memória visual.
Estrutura e impacto urbano
Gibellina Nova foi planejada com ruas largas e infraestrutura voltada para veículos, em vez de tradicional centro de pedestres. O desenho urbano prioriza conectividade e espaço para a arte, refletindo uma abordagem modernista.
Aguçamento cultural e turismo
A cidade abriga um conjunto de museus, galerias e instalações ao ar livre. A Nova Gibellina tornou-se referência de arte contemporânea na Itália, recebendo obras de artistas como Mario Schifano e Carla Accardi, além de projetos de teatro e música.
População e vida local
A cidade abriga hoje cerca de 3.000 moradores, com mais de 5.500 obras de arte em espaços públicos e museus. O retorno da vida local tem sido gradual, com centros culturais e espaços de convivência emergentes.
Perspectivas para 2026
Gibellina recebeu apoio para restaurar edifícios e consolidar seu status cultural, com eventos programados e residências artísticas para atrair novos talentos. O objetivo é manter a arte como motor de desenvolvimento.
Reflexo histórico
A reconstrução de Gibellina envolve debates sobre autossustentação de patrimônios culturais em cidades pequenas. O projeto revelou uma estratégia de combinar memória histórica com produção artística contemporânea.
Olhando para o futuro
A gestão local mantém o foco em vínculos entre artes, educação e turismo para revitalizar a comunidade. A expectativa é de que as exposições e residências ajudem a manter Gibellina como referência de arte contemporânea na região.
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