- A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que não houve crise diplomática com a Espanha após tensões relacionadas à conquista do território mexicano.
- Ela disse isso ao chegar a uma cúpula de líderes de esquerda em Barcelona, no sábado, destacando o reconhecimento aos povos indígenas do país.
- A visita marca a primeira de um presidente mexicano em oito anos e ocorre em meio a sinais de descongelamento das relações entre México e Espanha.
- Os líderes participaram da cúpula In Defence of Democracy, que busca enfrentar o iliberalismo e a emergência de gestores de extrema direita.
- No fim da reunião, México, Espanha e Brasil emitiram nota conjunta anunciando o aumento de ajuda humanitária a Cuba, diante de uma crise no país caribenho.
Claudia Sheinbaum, presidente do México, afirmou em Barcelona que não houve crise diplomática com a Espanha após anos de atritos relacionados à conquista do território mexicano. A declaração ocorreu ao chegar a uma cúpula de líderes de esquerda.
Segundo Sheinbaum, é essencial reconhecer a força dos povos indígenas do país. A fala ocorreu pouco antes de seu encontro com o co-presidente da cúpula, o premiê espanhol Pedro Sánchez, que não comentou o estado das relações entre os dois países.
Analisando o histórico, as divergências entre México e Espanha se intensificaram em 2019, quando o governo mexicano pediu desculpas por violações durante a conquista. A Espanha recusou-se a enviar representantes à cerimônia de posse da mexicana, em 2024.
A visita de Sheinbaum a Barcelona marca a primeira viagem presidencial mexicana ao país em oito anos. Fontes próximas citam a presença de ministros espanhóis como sinal de aproximação entre as nações.
No evento, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, foi destacado por mencionar que houve dor e injustiça na história compartilhada, reforçando a complexidade do tema para a relação bilateral.
Progresso diplomático
A cúpula In Defence of Democracy, realizada na cidade catalã, reúne líderes para discutir o progressivo avanço de governos illiberais e crises de democracia. Sánchez afirmou que a democracia não pode ser tomada como garantida.
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, co-presidente da iniciativa, criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU e apontou obstáculos entre potências com veto. A fala indicou o tom crítico do encontro.
Mais adiante, os chefes dos estados divulgaram uma declaração conjunta enfatizando ajuda humanitária adicional a Cuba, diante de uma crise energética e de desabastecimento no país caribenho.
Paralelamente, em Milão, simpatizantes de um bloco político europeu de direita realizaram comício, destacando questões de imigração e regulações da União Europeia. O evento contou com líderes de várias correntes.
O encontro conjunto entre Brasil, México e Espanha também analisou estratégias de cooperação regional, incluindo pautas de defesa da democracia e de cooperação econômica. A agenda manteve o enfoque em soluções diplomáticas.
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