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Soldado das Nações Unidas francês é morto no sul do Líbano

Soldado da paz francês morre e três ficam feridos após patrulha da Força Interina das Nações Unidas no sul do Líbano ser atacada de forma deliberada

File photo of Unifil peacekeepers in southern Lebanon on 16 April
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  • Um soldado das Nações Unidas em Lebanon (Unifil) foi morto e três demais ficaram feridos durante patrulha no sul do Líbano, em suposto ataque deliberado.
  • A patrulha foi atingida por fogo de armas leves enquanto tentava reconectar uma posição da Unifil isolada pela recente escalada de combates.
  • O presidente francês, Emmanuel Macron, responsabilizou o Hezbollah pelo ataque; o grupo nega a ligação com o episódio.
  • O incidente ocorre em um momento de tensões crescentes na região e após o início de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, que entrou em vigor em dezesseis de abril.
  • Autoridades francesas, libanesas e da Unifil reiteram a necessidade de investigação e responsabilização; o assunto é investigado pelo governo libanês, e já houve ataques anteriores contra tropas de paz, incluindo casos em março com soldados indonésios.

Um fuzileiro francês da força de paz da ONU foi morto e outros três ficaram feridos após uma patrulha da Missão das Nações Unidas no Líbano (Unifil) ser alvo de fogo em sul do Líbano. A agressão, descrita como deliberada, ocorreu durante diligência de fiscalização de ordens explosivas e reconexão de posições isoladas.

A Unifil confirmou que o ataque ocorreu quando a patrulha tentava abrir acesso a um posto de observação que havia sido cortado pelo combate recente. O soldado francês morreu de imediato, e dois dos feridos tiveram ferimentos graves, segundo a defesa francesa.

A tensão na região vem de conflitos entre Hezbollah e Israel que se intensificaram desde 2 de março. Um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano entrou em vigor em 16 de abril, com apoio dos EUA, que pediu cumprimento integral por parte do Hezbollah.

O presidente francês, Emmanuel Macron, atribuiu a responsabilidade ao Hezbollah, que nega qualquer ligação ao ataque. O ministro das Forças Armadas da França afirmou que a operação visava reabrir o acesso a uma posição da Unifil e foi ambushada por um grupo armado a curta distância.

A Unifil informou que a patrulha foi alvo de atores não estatais e condenou o ataque como deliberado. O Exército Libanês disse manter cooperação próxima com a missão durante esse período sensível no sul do país.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou o ataque e assegurou, em ligação com Macron, que os responsáveis serão levados à justiça. O primeiro-ministro Nawaf Salam ordenou uma apuração oficial.

Hezbollah afirmou que não teve participação no incidente e pediu cautela nas afirmações enquanto investigações lambe a ver as circunstâncias. A organização reforçou a cooperação entre Unifil e o Exército libanês.

No fim de março, três pazistas indonésios morreram em incidentes separados envolvendo a Unifil. A missão reitera que, conforme o direito internacional, todos os atores devem assegurar a segurança de seus membros e que ataques deliberados podem configurar crimes de guerra.

A Unifil foi criada em 1978 pelo Conselho de Segurança para acompanhar a retirada de Israel, restaurar a paz e apoiar o governo libanês no sul. A operação ganhou importância após a guerra de 2006 entre Israel e Hezbollah.

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