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Trump afirma avanço nas conversas com Irã, tensões no Estreito de Ormuz sobem

Negociações entre EUA e Irã avançaram, porém sem acordo; no Estreito de Ormuz, retomada de controle aumenta insegurança e risco para o comércio mundial

Trump: Otan foi inútil para reabertura do Estreito de Ormuz
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  • As negociações entre os Estados Unidos e o Irã teriam avançado, mas permanecem sem acordo definitivo sobre o programa nuclear e a navegação no Estreito de Ormuz.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ter tido “conversas muito boas” com Teerã; o principal negociador iraniano citou progresso, mas afirmou haver “grande distância” entre as partes.
  • A suspensão fragilizada no contrabando de petróleo na região voltou a ficar insegura, com o Irã retomando controles rígidos no Estreito de Ormuz.
  • Pelo menos dois navios relataram tiros ao tentar cruzar a passagem, levando a Índia a convocar o embaixador iraniano e a preocupar-se com embarcações de bandeira indiana.
  • Não há data anunciada para a próxima rodada de negociações, e o governo iraniano afirma cobrar custos de segurança, proteção ambiental e operação da rota; Trump chamou a medida de chantagem.

Dois lados dizem que as negociações entre EUA e Irã avançaram nos últimos dias, mas não há acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano nem sobre a navegação no Estreito de Ormuz. A tensão permanece alta na região.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou ter tido conversas muito boas com Teerã. Do lado iraniano, o principal negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que houve progressos, mas persiste uma grande distância em temas decisivos.

O impasse ocorre pouco antes do vencimento de um cessar-fogo no conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, gerando incerteza sobre o futuro do acordo. A situação no estreito voltou a ficar delicada.

Nesta sexta-feira houve retomada de controle rígido do Estreito de Ormuz por Teerã, elevando o risco de interrupções no fluxo de comércio na região. O estreito liga o Golfo Pérsico ao oceano aberto e é vital para o petróleo mundial.

Antes da crise, aproximadamente 20% das remessas globais de petróleo passavam pelo estreito. Qualquer restrição aumenta preços, seguros e cadeias de abastecimento, impactando mercados globais.

Na sexta, houve alívio temporário: parte do tráfego marítimo voltou a fluir após Teerã anunciar uma abertura. Mais de uma dezena de petroleiros cruzaram a passagem, o que derrubou os preços do petróleo momentaneamente.

Pouco depois, porém, as regras voltaram a endurecer. As autoridades iranianas disseram que a medida respondia a bloqueios de portos impostos pelos EUA, que Teerã considera violação do cessar-fogo. Trump chamou a medida de chantagem.

Navios continuam sob risco: pelo menos dois relatos de tiros durante a travessia foram feitos neste sábado. A Índia informou ter convocado o embaixador iraniano para expressar preocupação com embarcações sob bandeira indiana.

Cem s gestos de prudência persistem no setor naval, com centenas de navios e cerca de 20 mil marítimos retidos, buscando segurança para passagem. Armadores e seguradoras permanecem cautelosos diante do cenário.

Apesar de tom confidencial de avanços, ainda não há data para uma nova rodada formal de negociações. Autoridades iranianas dizem ser necessário fechar um entendimento básico dos termos antes de discutir detalhes.

Propostas discutidas recentemente incluíram uma suspensão prolongada das atividades nucleares, sem consenso até o momento, segundo a Reuters. O objetivo é reduzir as tensões sem comprometer interesses estratégicos.

Nos Estados Unidos, a situação influencia a inflação e o preço da energia, especialmente à proximidade das eleições de novembro. O efeito diplomático das negociações mantém o tema sob atenção do governo.

A imprensa internacional acompanha o desenrolar das reuniões, com foco em parâmetros de acordo, garantias de navegação segura no estreito e possíveis mecanismos de verificação do programa nuclear. As próximas semanas serão decisivas.

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