- Eleições parlamentares antecipadas na Bulgária ocorrem neste domingo, 19 de abril de 2026, após a renúncia do primeiro-ministro Rosen Zhelyazkov em dezembro.
- O ex-presidente Rumen Radev é considerado favorito; ele fundou o partido Bulgária Progressista, após deixar o cargo em janeiro de 2026.
- O campo de centro-direita é representado pelo GERB, ligado a Zhelyazkov e ao ex-primeiro-ministro Boyko Borisov, que enfrenta acusações de corrupção.
- Na prática, o presidente encomenda a formação do governo ao partido mais votado; são necessários pelo menos 121 cadeiras em 240 para governar.
- Radev tem posicionamento pró-Rússia, o que contrasta com a linha da União Europeia; Bulgária é membro da OTAN, já integrou a zona do euro e Schengen.
A Bulgária realiza neste domingo 19 de abril de 2026 eleições parlamentares antecipadas em todo o território. A votação começa às 7h locais, após a renúncia do primeiro-ministro Rosen Zhelyazkov, em dezembro passado, em meio a protestos contra a corrupção no governo. O pleito foi convocado pelo presidente Rumen Radev, que já havia pedido novas eleições.
Depois da renúncia, Zhelyazkov deixou o cargo do GERB, sigla do bloco de centro-direita. O cenário envolve o próprio partido e o ex-primeiro-ministro Boyko Borisov, que também enfrenta acusações de corrupção. Os partidos disputam a liderança da Assembleia Nacional, com a formação de uma base de apoio para o novo governo.
Radev, ex-piloto de caça e ex-comandante da Força Aérea, é o favorito entre os eleitores. O presidente já foi alvo de críticas por manter posição pró-Rússia, ao mesmo tempo em que denuncia a agressão de Moscou, e se opõe ao envio de ajuda militar à Ucrânia.
Panorama político
A Bulgária tem 240 cadeiras. Para formar governo e eleger o primeiro-ministro, é necessária maioria simples, isto é, 121 deputados. O pleito ocorre em um contexto de tensões entre blocos pró-UE e posições mais próximas de Moscou, com o país membro da OTAN, da zona do euro desde este ano e participante do espaço Schengen.
O resultado define o caminho para a composição do governo após as eleições. O partido mais votado precisa negociar alianças para alcançar a maioria na Assembleia e viabilizar um gabinete estável, em um cenário de negociações entre centro-direita e esquerda.
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