- Bulgária realiza a oitava eleição parlamentar em cinco anos, em meio a uma crise política.
- O ex-presidente Roumen Radev, que renunciou em janeiro para concorrer, lidera o movimento Bulgária Progressista, com cerca de trinta e cinco por cento das intenções de voto.
- As pesquisas apontam Bulgária Progressista na frente, seguida pelo GERB, e pelo PP-DB em terceiro lugar.
- Radev afirma buscar maioria absoluta e diz não pretender aliança com o partido de minorias liderado por Delyan Peevski; o governo anterior é visto como cartel de partidos antigos.
- A polícia apreendeu mais de um milhão de euros para suposta compra de votos; centenas de pessoas foram presas, incluindo vereadores e prefeitos.
A Bulgária realiza neste domingo (19) a oitava eleição legislativa em cinco anos, em Sófia. O pleito acontece num país marcado pela crise política desde 2021, quando protestos anticorrupção derrubaram o então premiê Boyko Borissov, que governava há quase uma década.
Desde a saída de Borissov, coalizões se formaram e se desfizeram rapidamente. O ex-presidente Roumen Radev, de 62 anos, promete desmontar o que chama de modelo oligárquico e tem apoio aberto aos manifestantes até o fim do mandato, em 2026.
Contexto político
Radev, que governou entre 2017 e 2026, renunciou ao cargo em janeiro para concorrer às eleições. O candidato atua como um moderador, defende diálogo com a Rússia e se posiciona contrariamente a políticas energéticas da UE defendidas por alguns parceiros.
Seu partido Bulgária Progressista aparece com cerca de 35% das intenções de voto, segundo as pesquisas, distanciando o GERB, de Borissov, com aproximadamente 20%. Os liberais pró-europeus do PP-DB aparecem em terceiro, segundo as projeções.
Na reta final, especialistas da Alpha Research indicam expectativa de participação superior à de 2024, associada à percepção de mudança ligada a Radev. Em Sófia, ele convocou apoio popular para uma alternativa ao que chamou de cartel de antigos partidos.
Campanha e desdobramentos
Radev afirmou buscar uma maioria absoluta no Parlamento de 240 cadeiras, sem alianças com o grupo minoritário turco e cigano ligado a Delyan Peevski, alvo de sanções por corrupção. A postura reforça o cenário de coalizões instáveis no país.
Nesta semana, autoridades apreenderam mais de 1 milhão de euros em operações contra supostas comprações de votos. Vários políticos, vereadores e prefeitos foram detidos, sinalizando combate ativo a irregularidades eleitorais.
Diversos partidos pedem participação massiva para conter o impacto de compras de votos e assegurar uma votação mais transparente. A apuração segue após o fechamento das urnas, com expectativa de definição sobre a composição do próximo governo.
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