- Quatro pessoas foram presas no noroeste do Irã, acusadas de integrar uma rede de espionagem ligada aos Estados Unidos e a Israel.
- Dois detidos são estrangeiros e teriam importado equipamentos de internet via satélite, como o Starlink, para uso no país.
- O Irã vive blackout de internet há mais de sete semanas, imposto pelo governo desde o início do conflito com Estados Unidos e Israel, em fevereiro de 2026.
- A inteligência iraniana afirma ter confiscado centenas de terminais Starlink, considerados ilegais no país e vistos como ferramenta de espionagem inimiga.
- O objetivo do bloqueio é limitar a circulação de informações, a coordenação de opositores e a comunicação com o exterior.
Dois estrangeiros e mais dois nacionais foram presos no noroeste do Irã, segundo a agência Tasnim. O grupo é acusado de integrar uma “rede de espionagem ligada aos Estados Unidos e a Israel” e de importar equipamentos de internet via satélite, como o Starlink. As prisões ocorreram neste domingo (19).
A detenção acontece em um contexto de bloqueio quase total da internet, imposto pelo governo desde o início da guerra com Estados Unidos e Israel, em fevereiro de 2026. O Irã acumula mais de sete semanas sem acesso amplo à rede, conforme monitoramento externo.
Contexto do Starlink: o Starlink, da SpaceX, não é permitido no país e é tratado pelas autoridades como ferramenta de espionagem inimiga. O governo já confiscou centenas de terminais, segundo informações de inteligência iraniana, que reforçam a repressão a usos alternativos de comunicação.
Quatro pessoas foram presas no noroeste do Irã, conforme a agência Tasnim. Dois dos detidos são estrangeiros cuja nacionalidade não foi divulgada e teriam importado os equipamentos para uso interno. A operação é ligada a suspeita de atividades de espionagem com apoio externo.
A imprensa internacional tem acompanhado o impacto do bloqueio, que afeta cerca de 92 milhões de habitantes. Organizações de monitoramento destacam que a restrição de acesso à internet dificulta comunicação com o exterior e a organização de protestos.
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