- Espanha solicitará à União Europeia que rompa o Acordo de Associação com Israel, prometido pelo governo espanhol por considerar violações do direito internacional.
- A proposta será levada à UE na terça-feira, 21 de setembro, informou o primeiro-ministro Pedro Sánchez em um comício na Andaluzia.
- Sánchez afirmou que um governo que viola o direito internacional não pode ser parceiro da UE.
- O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, respondeu, acusando Sánchez de antissemitismo e dizendo que o país não aceitará interpretações hipócritas.
- O Acordo de Associação entre a União Europeia e Israel, em vigor desde 2000, inclui uma cláusula condicionando a relação ao respeito aos direitos humanos.
A Espanha pediu formalmente à União Europeia para romper o acordo de associação com Israel. A proposta foi anunciada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez durante comício na Andaluzia, no domingo (19). A Espanha pretende levar o tema à UE na terça-feira (21).
Segundo Sánchez, o governo espanhol sustenta que o Israel violou o direito internacional, razão pela qual não pode manter parceria com a UE. A mensagem foi apresentada como medida para reafirmar compromissos com direitos humanos. O objetivo é obter apoio da União Europeia para encerrar o acordo vigente desde 2000.
Reação de Israel
O chanceler israelense, Gideon Saar, reagiu pelas redes sociais, alegando que a opinião espanhola é hipócrita. Saar citou supostos laços de Sánchez com regimes autoritários e devido a críticas sobre direitos humanos. O governo israelense afirma manter posição independente sobre o tema.
O Acordo de Associação entre a UE e Israel, vigente desde 2000, prevê respeito aos direitos humanos como condição para a relação entre as partes. A Espanha sustenta que o cumprimento dessa cláusula é essencial para definir o status da parceria.
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