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EUA impõem prazo de duas semanas em reunião secreta com Cuba

EUA impõem prazo de duas semanas para Cuba libertar presos políticos, após reunião secreta que discutiu reformas econômicas e compensação a norte‑americanos

Released prisoner Roelvis Saname, 26, leaves La Lima penitentiary as part of the amnesty for more than 2,000 prisoners that the communist-run government has announced amid talks with the administration of U.S. President Donald Trump, Havana, Cuba, April 3, 2026. REUTERS/Norlys Perez TPX IMAGES OF THE DAY
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  • Os Estados Unidos deram duas semanas para Cuba liberar prisioneiros políticos de destaque, em sinal de boa fé.
  • A exigência foi apresentada durante uma reunião secreta realizada em 10 de abril em Cuba, segundo fonte familiarizada com o encontro.
  • Entre os nomes discutidos para libertação estavam Luis Manuel Otero Alcántara e Maykel Osorbo, artistas dissidentes do movimento San Isidro, condenados em 2022.
  • O Departamento de Estado disse que a administração Trump continua comprometida com a libertação de todos os prisioneiros políticos e citou os comentários de Trump sobre um possível “novo amanhecer” para Cuba.
  • A reunião também discutiu levar serviços de internet de alta velocidade da Starlink ao país, além de reformas econômicas, compensação a americanos e empresas com propriedades confiscadas e maior espaço para liberdades políticas.

Washington abriu um prazo de duas semanas para que Cuba liberte prisioneiros políticos de alto perfil, em sinal de boa fé. A exigência foi apresentada durante uma reunião secreta realizada em Cuba no dia 10 de abril, segundo fonte familiarizada com o assunto. Entre os nomes discutidos estavam Luis Manuel Otero Alcántara e Maykel Osorbo, artistas dissidentes do movimento San Isidro, condenados em 2022.

Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou a USA TODAY que a administração de Trump mantém o compromisso com a libertação de todos os presos políticos, incluindo Alcántara e Osorbo. O comunicado citou declarações do presidente em comício de 17 de abril, mencionando um possível novo começo para Cuba e ressaltando que o regime tem uma janela de oportunidade para um acordo.

Contexto diplomático e propostas

Uma delegação do Departamento de Estado viajou a Cuba em 10 de abril para conversas com o governo, e houve encontro separado com um familiar próximo de Raúl Castro durante a visita. Foi a primeira aterrissagem de um avião do governo dos EUA em Cuba desde 2016. Segundo apuração, as negociações envolveram a viabilidade de ações como a disponibilização do serviço de internet Starlink, desde que Cuba implemente reformas que tornem a economia mais atrativa para investimentos externos. Também houve cobrança de compensação por propriedades americanas confiscadas e pela flexibilização de restrições a liberdades políticas.

Desdobramentos e tensão regional

Após o encontro, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, indicou a possibilidade de enviar uma carta à Casa Branca por meio de um empresário cubano, sem vias oficiais. Esse homem, Roberto Carlos Chamizo González, foi interceptado em Miami, conforme reportagem do Wall Street Journal. As tensões entre Estados Unidos e Havana aumentaram nas últimas semanas, com o governo americano anunciando medidas que ampliam sanções e o bloqueio econômico, em meio a um cenário de crise econômica na ilha.

Panorama estratégico

O governo dos EUA sinaliza que, se houver disposição de reformas por parte de Havana, pode haver vias diplomáticas para uma solução. Contudo, as autoridades destacam que, na ausência de ações concretas, não será possível evitar um agravamento das dificuldades econômicas e políticas na ilha. Em meio a esse atrito, o Pentágono recebeu relatos de planejamento contínuo para uma eventual ação em Cuba, caso haja ordem formal.

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