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Governo mira 700 mercados abertos para o agronegócio até o fim do ano

Mapa mira setecentos mercados abertos para o agronegócio até o fim do mandato, após abrir 29 produtos em nove países em abril

A pasta acumula 594 mercados abertos para o agronegócio brasileiro desde o início do governo Lula
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  • O governo quer chegar a cerca de 700 aberturas de mercados para produtos agropecuários até o fim do ano, segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua.
  • Desde 2023, o Brasil soma 594 aberturas; na primeira quinzena de abril houve avanços com 29 produtos em nove países.
  • Os novos acessos foram para Arábia Saudita, Etiópia, Vietnã, El Salvador, Azerbaijão, Jordânia, Angola, Peru e Filipinas, elevando o total de parceiros desde o início de 2023.
  • A Ásia é o eixo central da estratégia, combinando demanda por proteína e possibilidade de absorver produtos de menor consumo no mercado interno; destaque para a abertura de miúdos bovinos no Vietnã.
  • Nas Filipinas, houve liberação para carne bovina resfriada e reabertura de carne com osso, além de redução da tarifa da gordura bovina; o secretário segue com agenda internacional para ampliar acessos.

O Ministério da Agricultura e Pecuária trabalha para encerrar o mandato com cerca de 700 aberturas de mercado para produtos agropecuários. A meta foi confirmada por Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais, que coordena negociações em várias frentes, com foco na Ásia, África e América Central.

Desde 2023, o Brasil acumula 594 acessos. Na primeira quinzena de abril, o agronegócio abriu mercados para 29 produtos em nove países, elevando o ritmo de negociações. O total de novos parceiros desde o início do ano alcançou 59.

Entre os destinos, Ásia aparece como eixo central, pela demanda por proteína e pela capacidade de absorver diversos produtos. As conversas avançam para ampliar o acesso de castanhas, frutas e outras commodities.

Vietnã e avanços na região

O Vietnã autorizou a exportação de miúdos bovinos, além de já manter carne bovina in natura. A liberação de miúdos bovinos e suínos é considerada uma negociação de grande impacto técnico e de potencial de mercado. As negociações ocorreram após visitas e envio de informações prioritárias.

A abertura para o Vietnã soma-se à já existente carne bovina in natura aprovada em março do ano passado, durante visita presidencial. O país importou mais de US$ 3,5 bilhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025.

Além disso, Etiópia abriu carne bovina, suína e de aves, e El Salvador ampliou o acesso à carne de frango processada, fortalecendo a presença brasileira no continente africano e em América Central.

Filipinas e agenda internacional

As Filipinas anunciaram novidades relevantes: autorizaram carne bovina resfriada brasileira, além de reabrir o mercado de carne com osso, suspenso por questões documentais. A medida entrou em vigor após prazo de 14 dias e reduziu a tarifa sobre gordura bovina, fortalecendo a competitividade do produto.

O pacote filipino inclui entrada em segmento de maior valor agregado, regularização de um acesso existente e ganhos de competitividade pela redução de tarifas. Paralelamente, o secretário cumpre agenda internacional, com participação em feira de pescados em Barcelona e encontros em Paris com organismos multilaterais e interlocutores bilaterais.

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