- O Irã passou a privilegiar a passagem de navios que pagam taxas para cruzar o estreito de Ormuz, em um novo protocolo que limita o número de embarcações autorizadas.
- Navios que não efetuarem o pagamento teriam a travessia “adiada”, conforme afirmação de um alto funcionário iraniano.
- No mesmo dia, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou bloquear o estreito, dizendo que embarcações próximas poderão ser consideradas colaboradoras do “inimigo” e alvo de ação militar.
- No domingo, o tráfego marítimo na região estava paralisado, com dados de rastreamento indicando que quase nenhum navio entrou ou saiu do Golfo após a meia-noite; alguns chegaram a iniciar a travessia e recuaram.
- O estreito de Ormuz é uma rota estratégica que, antes do conflito, respondia por cerca de vinte por cento das remessas globais de petróleo; negociações entre Estados Unidos e Irã continuam, com avanços citados por ambas as partes e divergências ainda existentes.
O Irã anunciou uma mudança na gestão do estreito de Ormuz, priorizando a passagem de navios que aceitam pagar taxas de serviços de segurança. A medida, apresentada por um alto funcionário, faz parte de um novo protocolo para limitar o número de embarcações autorizadas a cruzar a rota estratégica.
Segundo informações veiculadas pela CNN, a mudança foi revelada no sábado, 18 de abril de 2026, em meio a restrições renovadas à circulação no estreito. O governo iraniano citou repetidos incidentes de desconfiança com os acordos de cessar-fogo como motivação para a alteração.
A Guarda Revolucionária do Irã declarou a possibilidade de bloqueio do estreito, com avisos de que embarcações que se aproximem da área podem ser consideradas colaboradoras do inimigo e alvo de ação militar. A orientação ressalta que a rota permanecerá fechada até que o bloqueio naval aos portos iranianos seja suspenso.
No domingo, 19 de abril de 2026, o tráfego marítimo na região estava paralisado. Dados de rastreamento indicaram que, após ataques no sábado, quase nenhum navio conseguiu entrar ou sair do Golfo do Irã desde a meia-noite, com alguns barcos recuando ao iniciar a travessia.
O estreito de Ormuz é uma via-chave que já respondia por cerca de 20% das remessas globais de petróleo antes do acirramento do conflito. A situação ocorre em meio a negociações em curso entre Estados Unidos e Irã, com avanços mencionados por negociadores iranianos e pelo presidente de ponta americana, sem detalhes divulgados sobre os pontos discutidos.
As autoridades iranianas reiteram que as medidas visam assegurar o controle da passagem e a segurança da região, enquanto observadores destacam que a escalada aumenta riscos para a continuidade do abastecimento global de petróleo.
Entre na conversa da comunidade