- Lula afirmou, em Hannover, que o mundo não pode se curvar a líderes que tentam taxar, punir ou fazer guerras por mensagens na internet.
- No dia anterior, em Barcelona, ele criticou o bloqueio a Cuba e disse que a ONU não pode permanecer em silêncio diante dos acontecimentos globais.
- O presidente brasileiro criticou os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU por agirem sem amparo da Carta da ONU e ressaltou o uso da tecnologia para promover guerras.
- Questionou: para que serve o Conselho de Segurança da ONU, se os cinco membros seguem envolvidos em conflitos, sem mencionar países específicos.
- Defendeu um multilateralismo justo e equilibrado, com fortalecimento da Organização Mundial do Comércio e mencionou que guerras elevam custo de petróleo, alimentos e fertilizantes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo, 19, que o mundo não pode se curvar ao comportamento de um chefe de Estado que pretende taxar, punir países e fazer guerras por mensagens na internet. A fala ocorreu na abertura da Feira de Hannover, na Alemanha.
Lula criticou, indiretamente, o uso de redes e de tecnologias para promover conflitos. O discurso ocorreu após ele já ter feito observações, no sábado, em Barcelona, na Espanha, sobre o bloqueio a Cuba e a atuação da ONU em temas globais.
Em Hannover, o presidente brasileiro ressaltou que alguns membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU agem sem amparo da Carta da organização. O grupo é formado por Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China. O Brasil defende um multilateralismo mais justo.
Segundo Lula, a inteligência artificial pode aumentar a produção, mas também serve para selecionar alvos militares sem parâmetros legais ou morais. Ele afirmou que guerras trazem perdas humanas e prejuízos econômicos expressivos.
O presidente enfatizou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança criaram o órgão para manter a paz, e questionou a utilidade do órgão diante dos conflitos atuais. Além disso, citou o aumento dos preços de petróleo, alimentos e fertilizantes como impacto dos conflitos.
Lula defendeu, no conjunto do discurso, um multilateralismo equilibrado e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio. Ele pediu que a comunidade internacional atue com cooperação para evitar escaladas de guerras.
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